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Coluna | Papo Jovem com Letícia Barbosa de Lira

Coluna | Papo jovem com Letícia Barbosa de Lira

Artigo: “Violência Feminina”

A concepção da formação de uma sociedade patriarcal e machista, por anos ensinou as mulheres que toda e qualquer situação independente de a machucar ou não deve ser aceita. Foi compreendido por anos e anos que a mulher não pode receber mais que seu companheiro ( resultando em vários fins de relacionamento pela acessão ao sucesso feminino), por anos foi compreendido que a decisão final seria do homem e não concebida em conjunto, por anos foi ensinado as mulheres que, se um homem a machuca ele gosta dela e isso é justificado pela vida dele tem mais adversidades que a dela e que parte dela entender e saber sair dessa situação.
Porém muitas concepções foram mudadas, a Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da constituição, eliminando qualquer tipo de violência direcionada a mulher. Porém a sociedade tende a romantizar a violência, seja ela de qualquer tipo, física, verbal, sexual, romantizam relacionamentos abusivos ou dependência psicológica direcionada ao parceiro (a), fazendo com que as pessoas acreditem que é normal em qualquer relacionamento haver desrespeito, violência, exposição exacerbada, romantizam o fato de muitas mulheres em pleno século XXI continuarem dependentes psicologicamente de seus parceiros. Dependência psicológica é a necessidade de determinado comportamento para viver normalmente e sentir-se confortável. Devemos ensinar a nossa geração que o respeito se torna essencial em qualquer que seja o relacionamento , e que nenhuma pessoa deve aceitar ser desrespeitada, rebaixada, violentada de qualquer forma que seja, nenhum amor é compreensível a partir do momento que machuca ou prejudica o outro, a visão para o próximo deve ser de igualdade e compreendido que corpo é apenas corpo, que um ser humanos é constituído de sentimento, alma, e que cada pessoa tem o direito da escolha para sua própria vida. Antes de desenvolver uma dependência por outro, cada ser humano deve ter a concepção do amor próprio, a concepção de que antes de ser para o outro, cada ser humano deve se bastar.”Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato, e então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.Hoje sei que isso é…Autenticidade.Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.Hoje chamo isso de… Amadurecimento.Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.Hoje sei que o nome disso é… Respeito.Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.Hoje sei que se chama… Amor-próprio.Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.Hoje descobri a… Humildade.Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.Tudo isso é… Saber viver!”.

Letícia Barbosa Lira

Redação

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