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Amazonino move peças, Eduardo corre e Rebecca se esforça, por Eric Barbosa

Artigo Opinião | Eric Barbosa (13/07)

Querido leitor do Portal Pontual, apresento neste breve texto uma análise, sobre as estratégias política adotadas pelos candidatos, Amazonino Mendes, Eduardo Braga e Rebecca Garcia. Os três melhores posicionados na disputa desta eleição suplementar que vai definir o próximo governador do Amazonas. Para os que gostam de política e atuam nos bastidores, escrevo esse texto para concordamos ou discordarmos, não importa, vamos possamos contextualizar.

  • Análise 01 – Amazonino Mendes: A estratégia de mover peças no jogo (pensamento chave: perca batalhas, mas vença a guerra)

Amazonino Mendes é  o candidato mais experiente, já vivenciou todos os processos e transições de campanhas, seja como ator principal ou nos bastidores. Amazonino usa estratégia de movimentar peças no tabuleiro, mesmo antes de a eleição começar, Mendes retirava e inseria determinados nomes e apoios a sua candidatura e de Eduardo Braga.  Esta estratégia prioriza preparar terreno, ou seja, você identifica pessoas certas para integrar o seu pelotão, seja para fortalecer ou apenas enfraquecer o pelotão inimigo. Enquanto Braga corria, Amazonino andava, e logo surpreendeu ao conquistar o apoio do prefeito de Manaus Artur Neto, quanto ao interior, os nomes foram escolhidos e pensados, após entender que o período é curto. Ou seja, Amazonino não conversou ou procurou qualquer que seja um dos apoios que não definisse como necessário. Já entrou na disputa com grandes de chances para vencer.

falando em números…

Amazonino sem afirma que era candidato alcançava 5 a 7% das intenções de votos, no processo de definição chegou a 15%, e após início do processo, ultrapassou rapidamente os 20%.

  • Analíse 02 – Eduardo Braga: A estratégia da polaridade (pensamento chave: declare guerra aos seus inimigos)

Eduardo Braga se determinou candidato contra tudo e contra todos, prova disso e sua intensa luta contra denúncias da Operação Lava Jato que não o fizerem desistir de sua candidatura. Além disso, a imposição do seu nome como candidato em reunião com apoiadores e sua união com seu principal crítico Marcelo Ramos. Nesta estratégia, Eduardo prioriza identificar seus inimigos e concentrar forças para explorar os pontos fracos, seja com determinação de fatos ou discurso. Na polaridade, não se economiza ataques diretos. O estrategista prioriza construir fatos que posteriormente, apresentará a solução ou provas de que seu posicionamento e o correto. ”A vida e um sem fim de batalhas e conflitos”, assim norteia o imaginário desta estratégia. Eduardo não planeja movimentar peças, ele age!. O ímpeto do combate é notório embasado na auto confiança e no poder de combate.

falando em números… Eduardo Braga era o franco favorito nas pesquisas que antecedeu a eleição. Sua intenção de votos flutuava na casa dos 30%, porém após a determinação da disputa, Braga não cresceu, foi diminuindo e parece estar estabilizado. O maior risco neste tabuleiro se chama Rebecca Garcia em possível segundo turno, porém, sem precipitações. Pesquisas evidenciam Braga na casa dos 24% a 27% sem crescimento, estável. Braga antes da eleição deveria ter números acima de 40%, o que não aconteceu e se transforma em risco.

  • Análise 03 – Rebecca Garcia: A estratégia de levantar a moral (pensamento chave: faça de sua guerra uma cruzada)

Rebeca Garcia concentra suas forças em andar, correr e conquistar. Essa estratégia prioriza trabalhar o sentimento da motivação, envolver o pelotão em virtude de uma causa. Tem com eixo norteador o discurso pautado nas chances de vitória após determinação de um objetivo. O tempo de campanha e curto, portanto, Rebeca faz da campanha uma cruzada, precisando andar, correr e conquistar.

falando em números… Dentre Amazonino e Eduardo Braga, Rebecca tem o menor % das intenções de votos, flutuando dentre 9% a 11%. Os dados apresentados após dia 20, poderá evidenciar o potencial de Rebecca, demonstrando se a  linha do gráfico sobe ou se mantém estável.

Os comentários do texto não é específico a estratégia de marketing, mas, considerando comportamento de campanha de maneira ampla. Sugiro a leitura do livro ”33 estratégia de guerra” de Robert Grenne. Aos que gostam de contextualizar e são apaixonados por política ou números, fique a vontade expressar sua opinião.

Grande abraço.

Eric Barbosa

Eric Barbosa

Eric Barbosa

Pesquisador e Professor Universitário.
Criador e editor chefe do Portal Pontual e do Instituto de Pesquisa Pontual.

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