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Mundo | Boatos em redes sociais causam linchamentos na Índia, WhatsApp tomará providências

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Manaus | quarta-feira

O aplicativo de mensagens instantâneas, WhatsApp, vai testar ferramenta contra boatos após onda de linchamentos na Índia, o último ocorreu na terça (26) na cidade de Ahemdabad onde cerca de 100 pessoas atacaram uma mendiga de 45 anos, identificada como Shantadevi Nath e outras três mulheres, acusando-as de serem membros de grupos traficantes, nas mensagens falsas que circulavam. E segundo essas mensagens, descreviam que cerca de 300 traficantes teriam chegado a Gujarat para sequestrar crianças e depois vendê-las, um boato que resultou em cinco casos de agressão em diferentes cidades desse estado do oeste da Índia.

A polícia indiana pediu na última quarta (27) que a população que ignorasse os boatos que circulam no WhatsApp sobre traficantes de crianças. De acordo com a imprensa indiana, no último ano, os rumores de supostos sequestradores já teriam provocado incidentes de violência com pelo menos 22 mortos em todo país.

Tomando ciência disso, o WhatsApp está testando um novo recurso que mostrará aos usuários quando uma mensagem foi apenas encaminhada e não elaborada pelo remetente para evitar a disseminação de boatos no Índia. O governo indiano foi informado nesta quarta (4) através de uma carta, segundo a CNN.

De acordo com a CNN, o governo indiano tinha emitido um alerta para a empresa na terça (3) por causa dos casos de violência. E em sua resposta enviada ao governo indiano, o WhatsApp afirmou ter ficado “horrorizado com esses terríveis atos de violência”. O serviço também detalhou uma série de mudanças que já fez para manter os usuários seguros e evitar o uso indevido do serviço, incluindo o novo recurso que planeja lançar em breve no país.

Foto: internet.

Redação por Ana Flávia Oliveira.

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