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Política | O presidente de Cuba critica a atitude de Bolsonaro, “soberba e insensível”

Manaus | 21 de Dezembro de 2018 (Sexta-feira)


Na última quinta-feira (20), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que o então presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) atuou de maneira “soberba” e que foi “insensível” ao abordar sobre o questionamento do profissionalismo dos médicos da ilha que trabalhavam no país por meio do Programa Mais Médicos.

O presidente falou sobre o assunto, em uma cerimônia realizada em Havana, homenageando os profissionais da saúde devido aos seus excelentes trabalhos realizados. Ele afirmou ainda que eles não tinham outra opção, a não ser retirar Cuba do programa.

“Era impossível permanecer de braços cruzados ante um governo (eleito) com soberba e insensível, incapaz de entender que nossos médicos chegaram ao país movidos pelo impulso de servir ao povo”, disse Miguel.

Díaz-Canel confirmou o retorno de cerca de 90% (7.635) dos médicos que integravam o programa no Brasil. Eles atendiam principalmente as áreas menos favorecidas, em cidade onde as vagas não eram preenchidas por profissionais brasileiros.

A decisão de determinar no mês de novembro a saída dos profissionais da saúde, que foram contratados durante o governo de Dilma Rousseff através de um convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), se deu após as críticas de Bolsonaro.

Dentre essas, Bolsonaro chegou a afirmar que alguns médicos que autuavam eram simplesmente, agentes cubanos disfarçados. Além disso, ele alegava que o dinheiro que os médicos recebiam eram destinados ao governo cubano, sendo considerado um “trabalho escravo” pois os médicos eram “retirados de suas famílias”

Em resposta  Diaz-Canel ressaltou que os médicos de Cuba chegaram  “a locais esquecidos pelos seletivos serviços médicos do capitalismo selvagem pregado e defendido por Bolsonaro”.

Fotos: Veja/ Reprodução.

Fonte: Com informações da AFP.

Redação por Ana Flávia Oliveira.