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Saúde| Bairros recebem visitas domiciliares para o combate da infestação do Aedes aegypti .

Manaus| 05 de Fevereiro de 2019 (Terça-Feira)


A realização do 1º Diagnóstico da Infestação do Aedes aegypti de 2019, teve inicio na última segunda-feira (4), beneficiando os bairros Cidade de Deus, Flores, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Puraquequara, Santo Antônio, Glória e São Raimundo, o trabalho deve seguir até o dia 18 de fevereiro e a meta é atingir 28 mil residências em todos os bairros da capital.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, o levantamento do índice de infestação do Aedes, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, é feito de forma periódica, por meio das visitas domiciliares dos agentes de saúde nas residências, as visitas tem o objetivo de identificar e coletar as larvas do mosquito, evitando que ele se desenvolva e crie criadouros.

“A metodologia de trabalho, proposta pelo Ministério da Saúde, é realizar a vistoria em uma amostra representativa de aproximadamente 20% dos imóveis do município, determinada em função da população e do número de imóveis existentes. O objetivo final é verificar o grau de risco para a proliferação do mosquito e, assim, estabelecer estratégias para o combate ao Aedes de acordo com a realidade de cada comunidade”, informou o secretário.

A partir desta terça-feira, (5) o levantamento será realizado nos bairros Novo Aleixo, Flores, Parque 10 de Novembro, Armando Mendes, Coroado, Vila da Prata e Compensa 1 e 2.

Segundo o chefe do Núcleo de Controle da Dengue da Semsa, Alciles Comape, as visitas serão realizadas em domicílios nas zonas Norte, Leste, Oeste e Sul, e, após a conclusão dos trabalhos, será feito o Mapa de Vulnerabilidade dos bairros, para definir as ações prioritárias de combate ao Aedes.

“No ano passado, Manaus registrou uma redução de 54,05% nos casos confirmados de dengue, zika vírus e chikungunya, em comparação com 2017. E no mês de janeiro deste ano, houve uma redução de 41,2% no número de notificações dessas três doenças, em comparação com janeiro de 2018. Mas, a população deve continuar alerta porque esse cenário de redução pode ser alterado a qualquer momento, caso as medidas de prevenção não sejam executadas em cada um dos domicílios”, alerta Alciles Comape.

No Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti realizado no inicio do ano passado, as residências com focos do mosquito apresentou um índice de Infestação de 3,0%, representando Risco de doenças transmitidas pelo Aedes.

Redação Portal Pontual

Foto: José Nildo/Semsa

Eric Barbosa

Eric Barbosa

Mestrado em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA) (2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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