Brasil Conteúdo & Informação Pesquisa & Publicações Política no Brasil

Pesquisa | 64% dos brasileiros são contra a medida que facilita a posse de armas, segundo Datafolha

Manaus | 11 de Abril de 2019 (Quinta-feira)


Em uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na manhã desta quinta-feira (11) pelo jornal Folha de S. Paulo, constata que a maioria dos brasileiros são contra a medida que facilita a posse de armas, mesmo após completando três meses da assinatura do decreto presidencial.

O Instituto Datafolha entrevistou 2.806 pessoas em 130 municípios do país, nos dias 02 e 03 de Abril, a pesquisa possui uma margem de erro de 02 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Foi confirmado que 64% dos entrevistados concordam com a afirmativa que “a posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoas”, no entanto, 34% acreditam que “possuir uma arma legalizada deveria ser um direito do cidadão para se defender”.

Ao serem questionados sobre a seguinte frase, “a sociedade brasileira seria mais segura se as pessoas andassem armadas para se proteger da violência”, 72% dos entrevistados discordaram enquanto 26% das pessoas ouvidas concordaram totalmente ou parcialmente com a frase.

Ainda segundo o instituto, 27% das pessoas ouvidas alegaram que já pensaram em comprar uma arma, e 20% garantiram que podem considerar a compra de armamentos após o governo facilitar a legislação.

Além disso, o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, também foi colocado em pauta para os entrevistados, e de acordo com o Datafolha, 81% dos brasileiros, a polícia “não deve ter liberdade de atirar” em suspeitos, contendo o risco de atingir inocentes, enquanto 17% confirmam esse tipo de atitude.

79% dos entrevistados afirmaram que “policiais que matam devem ser investigados”. Em outro questionamento, 51% dos entrevistados dissera que têm “mais medo que confiança” da polícia, enquanto 47% declararam ter “mais confiança que medo”.

Foto: Reprodução/ Agência Brasil.

Fonte: Pesquisa Instituto Datafolha.

Redação por Ana Flávia Oliveira.