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Política | Arthur Neto se manifesta sobre “crise nos presídios” e faz crítica à gestão de Wilson Lima

Manaus | 28 de Maio de 2019 (Terça-feira)


Em dois dias de conflitos entre facções nos presídios, sendo no último domingo (26) e na segunda-feira (27), foram confirmada no total, 57 mortos. A causa das mortes variam de asfixia, escovas de dentes que foram raspadas para ficaram afiadas e golpes de mata-leão.

As mortes por asfixia (enforcamento) foram confirmadas em três unidades distintas, sendo elas, o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM I), além do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) onde houve mais mortes violentas.

As mortes foram causadas logo após o Governo do Amazonas anunciar a contagem de mortos no domingo (26), sendo apenas 15 e as autoridades afirmarem que os transtornos que levaram aos óbitos já estavam controlados.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, se manifestou sobre o caso em suas redes sociais, alegando que o “Amazonas começa a viver em estado de anomia”, e citou a decisão de Sergio Moro, em reforçar o policiamento nos presídios instalados na capital amazonense e criticou a posição do Governador do Amazonas, Wilson Lima.

“Estado de anomia mesmo. Não há ordem; há anarquia. Não temos quilha: governador e vice-governador estão fora dos seus respectivos postos”, escreveu o prefeito, “finanças em descontrole, ausência de planos e metas, caos na saúde, greve de mais de 30 dias na educação, presídios dirigidos por bandidos, ruas que ameaçam vidas e sonhos”, completou Arthur.

Através do Governo Federal, foi confirmado o envio de uma força-tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para atuar no complexo penitenciário de Manaus, a solicitação foi feita pelo Governo do Amazonas.

Ainda segundo Arthur, o mesmo sugeriu uma proposta de solução para esse tipo de falha, uma intervenção federal, iniciando pelo Compaj.

“É nos presídios que as facções reinam absolutas. A situação é tão esdrúxula, que os chefões se sentem mais seguros presos do que nas ruas. É um novo e deformado tipo de ser humano, que prefere a prisão à liberdade. Que fazem dos presídios uma espécie de “escritório”. Parecem “executivos” dando ordens aos comandados do submundo que subjuga o povo de Manaus, sob os olhares inexperientes e atônitos dos que deveriam comandar e organizar o Amazonas”, explicou.

O prefeito de Manaus ainda aproveitou a ocasião para elogiar e mandar o seu apoio ao presidente da ALE-AM, o deputado Josué Neto, que atualmente atua como governador em exercício, demostrando seu agradecimento a Josué que está “dando sua cara a tapa” para resolver todo esse conflito.

“O presidente da ALE-AM, deputado Josué Neto, governador em exercício, está procurando cumprir o seu dever. Não devemos deixa-lo só. As pessoas de bem devem unir-se para impedir que o tráfico vire um estado dentro do estado. É preciso fibra. Tem de ter resistência. É essencial que a normalidade retorne aos lares amazonenses”.

Foto: Reprodução.

Redação por Portal Pontual.