Policial & Dia a Dia

Brasil | “Não resisti ao que me sugeriam a voz dos instintos e honra ferida”, diz Augusto Nunes

Manaus | 8 de Novembro de 2019 (Sexta-feira)

Ainda ontem (7), o jornalista Augusto Nunes se manifestou sobre ter agredido o também jornalista e fundador da The Intercept, Glenn Greenwald, no Programa Pânico, da rádio Jovem Pan.

A agressão aconteceu após durante o programa ao vivo, após Glenn chamar Augusto de covarde, devido aos comentários sobre a criação dos filhos de Glenn e seu marido, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ). Lembre do caso clicando aqui.

“Entendi que essa atitude confirmaria o teor das agressões verbais que sofrera. E não resisti ao que me sugeriam a voz dos instintos e honra ferida”, disse Augusto sobre a sua reação ao ser chamado de covarde por Glenn.

“Esse canalha usou nossos filhos, duas crianças, para atacar o meu trabalho e do meu marido, ele nunca falou das milhões de mães e pais solos que saem para trabalhar todos os dias. É tão covarde que não consegue escutar a verdade cara a cara e partiu para a agressão física”, disse o marido de Glenn, David Miranda, sobre a o ocorrido.

Leia a íntegra da nota de Augusto Nunes:

“Já no início do programa Pânico desta quinta-feira, 7 de novembro, o convidado Glenn Greenwald voltou a acusar-me de ter recomendado à Justiça, num comentário em os Pingos nos Is, que lhe retirasse a guarda dos dois filhos. E pela terceira vez, agora pessoalmente, qualificou-me de “covarde”.

Em resposta, expliquei que ele não havia compreendido que meu comentário fora apenas uma ironia. Lembrei também a Glenn a gravidade da ofensa com que me atingira. Alheio aos sucessivos pedidos que lhe fiz, ele repetiu cinco vezes o insulto. “Covarde! Você é covarde!”

Até pensei em abandonar o estúdio. Mas entendi que essa atitude confirmaria o teor das agressões verbais que sofrera. E não resisti ao que me sugeriam a voz dos instintos e honra ferida.

Desde o começo da minha carreira pratico e recomendo que todos pratiquem o convívio dos contrários. Neste 5 de novembro, ao receber o Prêmio Comunique-se, reiterei a disposição de lutar para que seja encerrada a versão política do Fla-Flu que ocorre no brasil há alguns anos.

Lamento o ocorrido. E peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias políticas, e mesmo a indignação provocada por insolências inaceitáveis.

Como disse na festa de premiação do Comunique-se, no meu mundo sempre será possível torcer pelo Fluminense no meio da torcida do Flamengo. Sem ofensas aos torcedores adversários”.

O Grupo Jovem Pan também se manifestou sobre o caso através de nota, alegando que a “liberdade de expressão e crítica concedida pela Jovem Pan a seus comentaristas e convidados, contudo, não se estende a nenhum tipo de ofensas e agressões. A empresa repudia com veemência esses comportamentos”.

Foto: Reprodução.

Fonte: R7.

Eric Barbosa

Eric Barbosa

Mestrado em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA) (2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

Entre em contato

Para nós do Portal Pontual, sua opinião vale muito!

Publicidade