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Política | “Eu sou um capitão do exército, ele é um pacifista”, declara Bolsonaro em visita à Índia.

Manaus, 25 de janeiro de 2020.

Como a maioria dos chefes de Estado em visita à Índia, o presidente Jair Bolsonaro visitou o memorial de Mahatma Gandhi e depositou flores em homenagem àquele que é considerado um herói pela maioria dos indianos. Mas, diferentemente de outros líderes, Bolsonaro não divulgou a visita em suas redes sociais e fez questão de dizer que é diferente do líder pacifista, um dos fundadores da Índia moderna.
“Eu sou um capitão do exército, ele é um pacifista”, disse, indagado sobre o que pensa da figura de Gandhi. “Mas a gente reconhece o seu passado sempre pregando a paz, a harmonia e a liberdade”.
Nas redes sociais de Bolsonaro e seu filho Eduardo, havia muitas postagens sobre os encontros do presidente com o primeiro-ministro Narendra Modi e sobre acordos comerciais assinados, mas nada sobre a visita ao local que homenageia Gandhi, que pregava a resistência pacífica na luta por emancipação da Índia do Reino Unido.
Bolsonaro ganhou um busto de Gandhi e disse ter ficado emocionado com a cerimônia de depósito de flores. “É uma cerimônia que toca a alma da gente, o país tem suas tradições, tem sua história, e,  assim como Brasil, é um país emergente.”
A visita de Obama ao memorial, em 2015, foi compartilhada nas redes sociais –o ex-presidente mencionou Gandhi em seu discurso quando recebeu o prêmio Nobel. O presidente francês, Emmanuel Macron, também divulgou a visita, quando esteve lá, em 2019.
O memorial marca o local onde Gandhi foi cremado, em 31 de janeiro de 1948, um dia após o pacifista ter sido assassinado com três tiros pelo extremista hindu Nathuram Godse.
Godse pertenceu durante 14 anos ao RSS, grupo fundamentalista hindu, embora não estivesse mais filiado quando cometeu o crime. O primeiro-ministro Narendra Modi é integrante do RSS desde os 8 anos.

Fonte: Folhapress.

Foto: Reprodução.

Redação por Débora Almeida.

Eric Barbosa

Eric Barbosa

Mestrado em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA) (2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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