Uma pesquisa, ainda em execução, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está testando a possibilidade de armazenar dados em DNAs sintéticos.
De acordo com o estudo, o potencial dos benefícios dessa tecnologia é significativo, pois, de acordo com a DNA Data Storage Alliance, “a capacidade de armazenamento de dados em DNA é 115 mil vezes superior à das mídias magnéticas empregadas atualmente nos centros de processamento de dados, os chamados data centers.”
Além disso, segundo engenheiro eletricista paulista Luis Ceze, professor da Escola Paul G. Allen de Ciência da Computação e Engenharia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o armazenamento em DNA reúne outros atributos importantes, principalmente o da sustentabilidade.
“Os data centers consomem cerca de 1% da energia elétrica produzida no mundo. A indústria de TI prevê que o consumo passará para 30% da energia global em poucos anos”, afirma Hildebrando Lima, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Lenovo no Brasil.
Como aponta a DNA Data Storage Alliance, esse processo é apenas o começo do que vem sendo chamado de “era da informação”, onde a inteligência artificial e a internet estarão mais presentes em todas as atividades do dia a dia das pessoas.
Os cientistas envolvidos no desenvolvimento dessa metodologia, reconhecem que a solução vai demorar para estar disponível ao público.
No Brasil, o único grupo de pesquisa que integra a DNA Data Storage Alliance é resultado de uma parceria entre o IPT e a fabricante chinesa de dispositivos eletrônicos Lenovo.
Equipe
O projeto que integra a pesquisa, batizado de Prometheus, teve início em 2021 e é coordenado por Verona. A pesquisa conta com 40 pesquisadores, sendo 13 mestres e 21 doutores entre biólogos, engenheiros da computação, moleculares, químicos e de materiais.
Texto: da redação.
Fotos: divulgação.
Ilustração: Neto Ribeiro/Portal Pontual.