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Saúde! | Limpeza regular em UTIs adulta e neonatal de hospitais não extermina bactérias, segundo pesquisa

Manaus | 18 de Setembro de 2019 (Quarta-feira)


Uma pesquisa realiza no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), da Universidade de São Paulo (USP), constatou que a limpeza regular das UTIs adulta e neonatal do hospital não combatem as bactérias presentes no local.

O estudo foi feito a partir de uma parceria da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HCFMRP com pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Sendo publicado em artigo na revista especializada Frontiers in Public Health, no dia 28 de agosto.

A limpeza regular segue um protocolo de higienização dos leitos da UTI e da área em torno, feita pelos enfermeiros, incluindo o colchão, bombas de infusão e respirador e tem como objetivo reduzir os micróbios no ambiente e prevenir transmissões entre os pacientes.

O procedimento de limpeza seguido pela equipe do hospital é padronizado e feito de acordo com diretrizes internacionais.

De acordo com a pesquisa, a limpeza das UTIs resultou em uma leve diminuição na diversidade dos micróbios. No entanto, vários gêneros de bactérias foram resistentes à desinfecção o que sugere que elas estão bem-adaptadas ao ambiente.

“Em geral, o procedimento de limpeza era inconsistente. Os fatores de influência potenciais da limpeza insatisfatória incluem baixa eficiência do biocida usado, bactérias bem adaptadas à limpeza diária, soluções desinfetantes e toalhetes contaminados e conformidade variável ao procedimento de higiene e limpeza das mãos”, informa o texto da conclusão da pesquisa.

Ainda de acordo com o estudo grande parte das bactérias detectadas estão presentes no microbioma humano saudável, ou seja, que a maior probabilidade de contaminação são funcionários e pacientes do hospital.  Sendo também destacado o uso de celular, computadores e prontuários.

Segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), os resultados do estudo não permitem determinar se a quantidade de bactérias resistentes à limpeza regular é suficiente para que haja transmissão de doenças.

Foto: Reprodução.

Fonte: Agência Brasil.

Redação por Ana Flávia Oliveira.

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Eric Barbosa

Eric Barbosa

Mestrado em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA) (2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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