Mais de 3,5 mil registros de 200 diferentes espécies de aves foram feitos em 80 pontos de áreas verdes e urbanizadas situadas em Manaus. As atividades de monitoramento da fauna integram o projeto “Biodiversidade nas Cidades: uma abordagem multi-taxonômica para o planejamento de uma cidade mais verde” que recebe apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Os estudos estão sendo feitos, também, nos municípios de Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva.
Em Manaus, entre os locais analisados estão a Reserva Florestal Adolpho Ducke, o Parque Estadual Sumaúma e o Parque Municipal do Mindu, além de áreas verdes encontradas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs).
De acordo com a pesquisadora e coordenadora do projeto, Cintia Cornelius, do departamento de biologia da Ufam, além de aves também foram detectados muitos outros grupos de animais como formigas, besouros, sapos e lagartos nos fragmentos florestais da capital.

No momento a pesquisa está na fase de instalação de gravadores e análises de dados sonoros nos fragmentos florestais para identificar a diversidade de sapos e morcegos em Manaus, para assim descrever a paisagem sonora da cidade.
Além disso, imagens de satélite estão sendo utilizadas para obter mapas detalhados da distribuição da vegetação na capital. Com isso, será possível catalogar as áreas verdes que tem na cidade como parques, ruas arborizadas, quintais e praças.
Fragmentos florestais
Segundo Cintia Cornelius, é importante entender o papel das áreas verdes e arborizadas das cidades, pois são elas que promovem uma maior biodiversidade nas áreas urbanas. A pesquisadora ainda ressalta que cidades mais verdes oferecem melhor qualidade de vida aos moradores, contribuem para a regulação térmica e para a saúde dos indivíduos.

Para o monitoramento do projeto, dez pesquisadores vinculados à Ufam, ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e à Universidade de Goiás (UFG), assim como estudantes dos Programas de Pós-graduação em Zoologia da Ufam e em Ecologia do Inpa participam do projeto.
O dados obtidos até agora na pesquisa são resultados diretos de outros estudos apoiados, também, pela Fapeam.
Textos: Tiago Auzier- Decon/Fapeam; da redação.
Fotos: Érico Xavier/Fapeam; divulgação

