O Governo do Amazonas, via Programa Ciência na Escola (PCE), disponibilizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), apoiou um projeto em que estudantes do 2º ano do Ensino Médio produziram blocos de nota, cartões e telas para pintura a partir de transformações de papéis usados em papel semente.

O material usado é caracterizado por ser biodegradável e poder ser plantado, pois contém sementes em sua composição.
Segundo a professora de química e coordenadora do projeto, Suzan Medeiros, os estudantes promoveram oficinas, palestras e minicurso, para a comunidade escolar, sobre a conscientização do cuidado com o meio ambiente.
Ela afirma que ” é necessário que os alunos entendam que eles são os agentes resposáveis pela poluição nas redondezas da escola e que, dessa forma, tomem conhecimento para mudar essa realidade de Manaus”.

Conscientização
De acordo com a professora, o tema proposto teve o objetivo de conscientizar a comunidade escolar sobre os lixões que se formavam ao redor da escola. “Durante as aulas de química, foi observado, também, que os alunos não se importavam com a segregação de lixo e muitos não sabiam da existência de cooperativas de reciclagem” afirma a professora.
A partir dessa perspectiva, foi implantado o projeto intitulado “Produção de Papel Semente Oriundo de Aparas de Papel, Fibras Vegetais e Sementes Hortaliças” com 16 alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Antônio Lucena Bittencourt, localizada na Zona Sul de Manaus, com o intuito de formar agentes transformadores da comunidade.
“Os papéis produzidos pelos alunos, foram feitos através de reaproveitamento e reciclagem de papéis adquiridos na própria escola e, após a produção do papel, foi adicionado sementes de pimentão, pimenta, tomate e outras hortaliças” afirma Suzan Medeiros.

Ciência na escola
Além da parte prática, as pesquisas que antecederam as produções dos papéis foram de grande importância para o aprendizado dos estudantes participativos, pois eles coletaram diferentes materiais bibliográficos sobre os temas envolvendo poluição em ambientes aquáticos, resíduos sólidos, leis e convenções ambientais, características dos lixões existentes no planeta, com enfâse a realidade local, e a atuação de pessoas em cooperativas de lixo.
Segundo a coordenadora do projeto, foram trabalhadas interdisciplinaridades dos estudos químicos com os estudos biológicos, matemáticos, artísticos, sociológicos e linguísticos.
Ao final da pesquisa e das apresentações, os espectadores receberam um cartão de papel semente escrito “Cuide do Planeta” e instruções de como plantar o papel e o transformar em uma horta.

Texto: da redação.
Fotos: Acervo pessoal da professora Suzan Medeiros.
Ilustração: Neto Ribeiro/ Portal Pontual.

