Um estudo foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), trazendo um acompanhamento da dinâmica dos preços domésticos e internacionais, suas perspectivas e o balanço de oferta e demanda dos principais produtos agropecuários brasileiros à safra 2022-2023.
O atual cenário aponta para um recorde na produção de várias commodities agrícolas no Brasil. Além disso, os dados mostram que há um movimento de queda nos preços domésticos e internacionais de alguns dos principais produtos, como soja, milho e trigo no primeiro trimestre deste ano.

O coordenador de Crescimento e Desenvolvimento Econômico no Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, afirma que o panorama é favorável para o país, com um crescimento de 11,6% do produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário para 2023.

O desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, desde 2019, vem sendo um fator preponderante na formação de preços da cadeia nacional de pecuária de corte. A última nota do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture – USDA) projeta um crescimento de 4% no volume de carne bovina exportado pelo Brasil em 2023.
Falando sobre a soja, o Indicador Cepea/Esalq Paraná registrou queda no preço do grão. Segundo a pesquisadora do Cepea, Nicole Rennó, os prêmios de exportação de soja com base no porto de Paranaguá (PR) voltaram a ficar negativos, registrando os menores patamares para o primeiro trimestre. Esse movimento de queda no preço é atenuado pela alta do volume das exportações.
Já o café volta a recuperar a produção no ano que seria de produção mais moderada, depois de uma safra com baixa produtividade em 2022, é estimado uma alta produção do grão.

Com o milho, a previsão é de um aumento de 10,4% na produção da safra 2022-2023. E no cenário mundial, o Brasil passa a liderar a comercialização do grão, após a redução de 25,2% do volume comercializado pelos Estados Unidos, que historicamente é o maior produtor e exportador mundial de milho.
Um outro produto importante a ser destacado é o trigo, que levou o Brasil a ocupar a posição de 11º maior exportador mundial do cereal, graças à colheita doméstica. Entretanto, no cena´rio internacional as reduções dos estoques mundiais devem continuar com os preçoes nos mesmos patamares.
Texto: da redação.
Fotos: divulgação.
Ilustração: Neto Ribeiro/Portal Pontual.

