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Mundo | Brasil deve se dedicar mais ao samba enquanto empresas cuidam de tecnologia, diz presidente da Huawei

Manaus | 11 de Dezembro de 2019 (Quarta-feira)

Para o presidente da Huawei, com medidas tomadas pelo governo e a parceria com empresas para o desenvolvimento tecnológico, o Brasil não deve se preocupar e pode “se dedicar mais ao samba, que nunca poderá ser substituído pela inteligência artificial”.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Huawei, Ren Zhengfei, afirmou que os Estados Unidos tratam a América Latina como seu quintal e que o objetivo da empresa é ajudar a “sair desta armadilha e manter a soberania de seus países”.

Para o executivo, o 5G chegará em um momento em que falta impulso para o Brasil ultrapassar os EUA. Mostrou-se preocupado com o leilão que ocorrerá no próximo ano, pois acredita que a legislação brasileira pode ser uma barreira para o desenvolvimento tecnológico.

Os EUA atuam para que empresas chinesas sejam impedidas de atuar no mercado de 5G de aliados, entre eles o Brasil.

O governo nega o adiamento. O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Julio Semeghini, afirma que o leilão deve ocorrer no fim de 2020.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve definir as regras do certame na reunião de 12 de dezembro. Depois disso, elas serão submetidas à consulta pública.

Sobre o receio demonstrado por Jair Bolsonaro sobre os chineses, Ren Zhengfei disse que “quando o presidente conhecer a Huawei vai mudar eventuais opiniões que tenha tido no passado”.

Sobre estar na lista de empresas banidas pelos Estados Unidos, o executivo diz esperar sair em breve e demonstrou não temer a guerra comercial travada entre China e Estados Unidos.

Foto:  AFP

Fonte: FOLHAPRESS.

Eric Barbosa

Eric Barbosa

Mestrado em Saúde Sociedade e Endemias na Amazônia na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA) (2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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