Manaus | Terça-feira
A ex-aluna do curso de engenharia da computação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Juliane Silva, está otimista com o andamento da plataforma Alltism, que ela, juntamente com um time formado por designers e programadores, está desenvolvendo para o Ocean Lab, cuja segunda etapa iniciou na segunda-feira (15/01), no Samsung Ocean Center, localizado na Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA).
Nesta fase do Ocean Lab, as equipes começarão a materializar as ideias apresentadas em dezembro, durante a primeira fase do programa. O time de Juliane está criando uma plataforma digital que irá aproximar os familiares de crianças autistas dos profissionais da área de saúde e especialistas no assunto. O ambiente digital promete aglutinar funções de ferramentas populares como o WhatsApp, Instagram e YouTube, de modo que esses profissionais consigam interagir, acompanhar e dar dicas para os parentes das crianças.
“Para chegar nessa plataforma, conversamos, pesquisamos e ouvimos as demandas dos profissionais da área e de familiares de crianças autistas”, disse Juliane, ao explicar sobre a inspiração para criar a ferramenta.
Além do ‘Alltism’, o Ocean Lab incentiva mais nove propostas tecnológicas aplicadas à saúde. Entre elas, o ‘Keep smiling’, um aplicativo para smartphone que irá monitorar a escovação bucal das crianças, identificando a frequência, erros e acertos, além de compilar imagens e vídeos que podem ser acompanhados pelos pais e pelo dentista dos pequenos.
Ocean Lab – Todas essas ideias são incentivadas pelo Ocean Lab, programa de capacitação em tecnologia e empreendedorismo, por meio do qual profissionais da área de saúde, design e tecnologia reúnem habilidades para desenvolver produtos de bases tecnológicas, com ênfase no ensino da saúde.
Na segunda fase, também chamada de prototipação, os projetos avançam de ideias (primeira fase) para protótipos, conforme explica o coordenador geral do Samsung Ocean Center, Silvio Marques. “Temos propostas muito boas que acredito que serão muito importantes para o ambiente acadêmico e que também têm potencial para se transformarem em empresas que possam ir para incubadoras ou aceleradoras”, comentou Silvio, ao mencionar uma das ideias promissoras que está ganhando corpo nesta etapa.
“Uma equipe desenvolveu uma solução, que simula como manipular o ventilador mecânico (equipamento usado na emergência dos hospitais em pacientes com extrema dificuldade de respirar). Esse equipamento é muito caro e complexo de usar. Com o simulador, o aluno de medicina e/ou enfermagem saíra habilitado para usar o equipamento”, relatou Marques.
Na próxima etapa, que acontecerá em meados de maio, esses protótipos deverão ser transformados no chamado MVP (Mínimo Produto Viável), atendendo ao objetivo final do programa, que é de criar produtos e soluções tecnológicas para atender as necessidades do ensino em Saúde.
FOTO: DIVULGAÇÃO/UEA
Fonte: Secom
Redação Por Natália Dantas

