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Saúde | Segundo pesquisa, Manaus tem a 7ª maior frequência de obesos adultos entre as capitais

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Manaus | Terça-feira


Manaus tem a sétima maior frequência de obesos adultos, entre as 26 capitais e o Distrito Federal. O dado é da Pesquisa Vigitel 2016 – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, divulgada este mês, pelo Ministério da Saúde. Dos entrevistados na capital amazonense, 20,3% estão inseridos nessa condição, a maior parte, mulheres.

O dado preocupa, uma vez que a obesidade está diretamente associada a diversos tipos de câncer, além de contribuir para o desencadeamento de doenças cardiovasculares, alerta o cirurgião Ênio Lúcio Coelho Duarte, diretor-técnico da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Segundo o médico, a obesidade pode provocar inflamações no organismo, além de aumentar a quantidade de insulina produzida, fatores que estimulam a multiplicação das células e, consequentemente, o surgimento de tumores. Entre as neoplasias malignas relacionadas à obesidade, estão as de colorretal, mama, ovário e colorretal – as três últimas ligadas à alta exposição de estrogênio, hormônio que ajuda a alimentar os tumores, fazendo com que o processo de evolução seja acelerado. De acordo com o especialista, a obesidade potencializa a produção do estrogênio, causando um desequilíbrio hormonal.

“Para entendermos melhor esse processo, precisamos explicar que os tumores malignos são células que, diferente da maioria, não morrem com o passar do tempo, como parte do processo de envelhecimento do corpo humano. Elas se perpetuam e crescem, formando o que chamamos de câncer. O câncer é causado por uma mutação genética e pode ser hereditário, ou esporádico. Em alguns casos, fatores de risco externos, como tabagismo, alcoolismo e, ainda, a má alimentação, que provoca a obesidade, influenciam diretamente”, destacou o especialista.

Por isso, é importante que a obesidade seja combatida, principalmente, a partir da adoção de hábitos saudáveis de vida, como a prática regular de exercícios físicos, uma alimentação rica em vegetais e com pouca gordura saturada, ingerir alimentos com fibras, não fumar e evitar bebidas alcoólicas em excesso. “São coisas simples que costumamos repetir sempre: não adianta ter acesso à informação e não colocá-la em prática”, frisou Ênio Lúcio.

 

Prevenção – O câncer de mama é o segundo mais incidente na população feminina do estado, com previsão de 440 casos/ano. Perde apenas para o câncer de colo uterino, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão subordinado ao Ministério da Saúde. Na FCecon, unidade da rede estadual de saúde, as campanhas sobre prevenção e fatores de risco do câncer são contínuas, incluindo também as metodologias de diagnóstico precoce do câncer de mama.

Uma notícia boa é que, entre os métodos preventivos, está a amamentação. “A mama é composta de lóbulos, ductos, gordura e vasos linfáticos. A maioria dos cânceres de mama começa nos ductos. São os chamados carcinomas ductais, que somam quase 80% dos casos da doença. De uma forma bem didática, a amamentação auxilia no amadurecimento das mamas, tornando-se um fator protetor e de prevenção ao câncer”, assegurou.

 

Pesquisa Vigitel 2016 – A pesquisa Vigitel foi realizada em 2016, abrangendo 53.210 pessoas por abordagem telefônica, das quais 2.104 da capital amazonense. O Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), do Ministério da Saúde, juntamente com outros inquéritos, como os domiciliares e os voltados para a população escolar.

FOTO: Divulgação/FCecon

Fonte: Secom

Redação por Mauricio Max

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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