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Polêmica | Atleta olímpica Rafaela Silva relata abordagem policial no RJ: ‘Preto nem de táxi pode andar’

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Manaus – Sexta-feira (23.02)


A atleta olímpica de judô, Rafaela Silva, relatou, por meio de redes sociais, na tarde desta quinta-feira (22), uma situação de racismo por parte da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A atleta estava de carona em um táxi que foi abordado pelas autoridades.

De acordo com Rafaela, um policial parou o veículo achando que ela estava vindo de uma favela próxima da avenida Brasil, zona Oeste da cidade. “Agora preto nem de táxi pode andar que está roubando”, diz ela em um dos vídeos postados no Stories do Instagram. Confira:

 

“Boa noite… Chegando hoje no Rio de Janeiro peguei um táxi para chegar em casa! No meio da Av. Brasil um carro da polícia passou ao lado do táxi onde eu estava. Os policiais não estavam com uma cara muito simpática, até então ok…

Continuei mexendo no meu celular e sentada no táxi. Daqui a pouco, eles ligam a sirene… o taxista achou que eles queriam passagem, mas não foi o caso, eles queriam que o taxista encostasse o carro.

Quando o taxista encostou, eles chamaram ele para um canto. Quando olhei na janela, outro policial armado me mandou sair de dentro do carro. Levantei e saí… Quando cheguei na calçada, ele olhou para minha cara e falou… trabalha onde?

Eu respondi… Não trabalho, sou atleta! Na mesma hora ele olhou para minha cara e falou… Você é aquela atleta da Olimpíada, né? Eu disse… sim, e ele perguntou… mora onde? Eu falei, em Jacarepaguá e estou tentando chegar em casa.

Na mesma hora o policial baixou a cabeça, entrou na viatura e foi embora! Quando entrei no carro novamente, o taxista falou que a polícia perguntou de onde ele estava vindo e onde ele tinha parado pra me pegar.

E o taxista respondeu… essa é aquela atleta de judô, peguei no aeroporto e o policial falou… ah tá! Achei que tinha pego na favela.

Isso tudo no meio da Av. Brasil e todo mundo me olhando, achando que a polícia tinha pego um bandido, mas era apenas eu tentando chegar em casa.

Esse preconceito vai até aonde?”, relatou Rafaela Silva, no Twitter, onde também se manifestou.

Esse não é o primeiro caso de racismo que a atleta sofre, após ser eliminada na Olimpíada de Londres, em 2012, Rafaela sofreu o crime também nas redes sociais, onde foi chamada de “macaca”.

 

Imagem: Reprodução/Twiitter

Vídeo: Reprodução/Instagram

Redação por Mauricio Max

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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