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Meio Ambiente | Ipaam registra aumento de 389% na emissão da Carteira de Pesca Esportiva

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Manaus – Segunda-feira (07.05)


Nos três primeiros meses do ano, o trabalho de incentivo às atividades de pesca esportiva e recreativa, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), apresentou um resultado histórico com o aumento de quase 400% na emissão de Carteiras de Pesca para a legalização das duas categorias.
 
De acordo com a gestora da Gerência de Controle de Pesca (Gecp) do Ipaam, Nonata Lopes, no primeiro trimestre de 2018, a expedição da Carteira de Pesca Esportiva e Recreativa apresentou um salto 389% em comparação ao mesmo período do ano passado. O aumento foi registrado nos extratos bancários das taxas recolhidas para emissão do documento e apresentados nos relatórios mensais divulgados pela Gerencia de Orçamentos e Finanças (Geof) do órgão.

Segundo ela, a implantação da plataforma Ipaam Digital, somado ao trabalho de incentivo, que a Assessoria de Ordenamento Pesqueiro (Asspes) da Sema vem realizando desde o final do ano passado no interior, como torneios de pescas (que exigem a carteira como item obrigatório) e reuniões nas comunidades rurais sobre a importância da regularização da categoria com uso sustentável e a geração de emprego e renda, são ações que refletiram a grande procura pelo documento, mesmo estando fora do período de pesca.

Impulso na economia ─ Levantamentos da Empresa Amazonense de Turismo (Amazonastur) divulgados no 1º Workshop sobre Pesca Esportiva, realizado no início de abril, mostra que a atividade atrai mais de 10 mil turistas e movimenta mais de R$ 50 milhões anualmente no Estado. A categoria movimenta a economia de 28 municípios com potencial para pesca esportiva, gerando emprego e renda em toda a cadeia produtiva do segmento, como os serviços hoteleiros, agências de turismo, barqueiros, alugueis de embarcações de pequeno e grande porte, além de lojas que vendem materiais de pescas, como apetrechos e iscas.
Como se legalizar ─ Para validar a Carteira de Pesca e ser de fato um pescador esportista legalizado, é preciso acessar o site do órgão Ipaam.am.gov.br, que funciona 24h, escolher a categoria, preencher os dados pessoais, pagar o boleto online ou em uma agência bancária e anexar o comprovante de pagamento junto da carteira para que o documento seja validado.
A taxa para emissão da Carteira de Pesca Esportiva na modalidade “pesque e solte” é de R$ 41,21 e da Pesca Recreativa (na qual é permitido o consumo do pescado até 10 quilos mais um exemplar) é de R$ 57,21. Outra exigência do órgão é a responsabilidade pelo cumprimento da legislação vigente de cada categoria, como obedecer à cota, pescar nos lugares permitidos e etc.

Prioridade ─ Para o assessor da Asspes e administrador, Rogerio Bessa, esse aumento também é reflexo do interesse de grande parte dos pescadores de buscar legalização e da atenção que o Governo do Estado vem dando à categoria. “Hoje o segmento está sendo valorizado pelo Governo, que elevou o potencial do segmento para um patamar de prioridade”, avaliou.

No entendimento de Bessa, outro fator que contribuiu para a grande procura foi o fato da nova gestão do governador Amazonino Mendes ter dado à Sema incentivo ao desenvolvimento dessa atividade. “Hoje a categoria está confiante e participando da construção de uma política pública para a pesca de forma democrática, seja ela voltada ao esporte, lazer, turismo ou produção. Isso mostra que estamos no caminho certo”, disse.

Expectativa ─ Segundo Rogério Bessa, com a continuidade do trabalho do Governo do Amazonas, a tendência é que esses números mais que tripliquem quando chegar o período de pesca, que vai de agosto a outubro, tendo uma queda entre novembro e dezembro, mas novamente de janeiro a março de 2019 voltará a aumentar devido à cheia dos rios.

FOTOS: DIVULGAÇÃO/IPAAM
Fonte: Secom
Redação por Mauricio Max

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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