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Saúde | Sintomas do câncer de ovário pedem atenção redobrada

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Classificado como o 9º mais frequente entre as mulheres no Brasil e o 6º no Amazonas, o câncer de ovário ainda é uma doença difícil de ser diagnosticada, pois suas características se assemelham a outras alterações no aparelho reprodutor feminino, a exemplo de cistos, entre outros.

Esta semana foi celebrado o Dia Mundial do Câncer de Ovário (8 de maio), data criada para chamar a atenção da população feminina sobre os sintomas da doença, que, quanto mais cedo for descoberta, maiores são as chances de cura ou sobrevida.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde, estima que o Amazonas registrará 80 novos casos da doença, em 2018. No Brasil, esse número deve chegar a 6.150. A taxa bruta de incidência aponta 5,79 diagnósticos para cada 100 mil mulheres no País e 4,3 no estado, para a mesma proporção.

“Apesar de ser uma doença silenciosa, existem ferramentas capazes de combatê-la, como a cirurgia oncológica de alta complexidade e a quimioterapia – essa última considerando, inclusive, a utilização de anticorpos monoclonais, cuja principal finalidade é o controle da doença”, destacou a gerente de Oncologia Clínica Gilmara Resende, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (Susam ).

A oncologista clínica explica que os tumores de ovário são mais comuns em mulheres com 50 anos ou mais. O diagnóstico é feito através de avaliação clínica com análise da sintomatologia e o suporte de exames de imagem (ultrassonografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros).

Se levantada a suspeita da doença, a paciente é submetida a uma biópsia (retirada de um fragmento do tumor) para análise patológica. “Essa etapa é fundamental para o que chamamos de fechamento do diagnóstico do câncer. Só a partir daí é que poderá ser definida a melhor terapia a ser aplicada”, assegurou a especialista.

Sintomas – “Chamamos atenção para os sintomas associados à doença, a exemplo da perda de peso, falta de apetite, inchaço na região abdominal e pélvica, aumento do volume do abdome, distúrbios urinários, entre outros. Aconselhamos as pessoas a realizarem, anualmente, o onco-checkup, que inclui diversos exames, e a análise de profissionais da oncologia. Assim, elevamos as chances de um diagnóstico mais rápido e eficaz”, afirmou.

O tipo de câncer de ovário mais frequente no mundo é o carcinoma epitelial (que se inicia nas células localizadas na superfície do órgão). Os diagnósticos em mulheres jovens são menos comuns e o tipo de câncer também é diferenciado nesses casos, sendo o mais frequente o tumor de células germinativas (os quais começam nas células produtoras de óvulos).

Considerado um dos cânceres de maior letalidade,  a doença não tem prevenção. Para parte da população feminina, alguns fatores, como a reposição de estrogênio, podem representar certo risco ou elevar as chances de se desenvolver o câncer de ovário, apesar de não ser uma regra geral.

Outros fatores de risco são: hereditariedade (alterações genéticas transferidas de pais para filhos e que, no caso do câncer de ovário, as mais comuns são nos genes BRCA1 e 2); menstruar antes dos 12 anos; menopausa após os 50 anos; tratamentos para fertilidade; uso de DIU e síndrome dos ovários policísticos.

Redação por Eric Lima

Fonte: Secom

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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