Manaus | Quarta-feira
Idosa de 61 anos morreu, na terça-feira (7), após ter 30% do corpo queimado durante um suposto ritual religioso realizado em um terreiro no bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus. Ela permaneceu internada por uma semana, mas não resistiu. A Polícia Civil informou que investiga o caso. Uma pessoa foi indiciada.
De acordo com o Boletim de Ocorrência do caso, registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na madrugada do dia 30 de julho, um filho da vítima informou que a mãe sofreu queimadura de segundo grau durante ritual religioso.
Ainda de acordo com os relatos a mulher havia jogado álcool no próprio corpo e ateou fogo.
A Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama) divulgou nota de repúdio.
O coordenador geral da Aratrama, Alberto Jorge Silva, disse que o caso ocorreu em um terreiro sem registro junto à Aratrama ou outro órgão de reconhecimento do ato.
“O terreiro onde aconteceu essa situação não tem nenhuma legitimidade, não tem legalidade. Não se tem notícia de que fosse filiado a nenhuma federação, a nenhuma associação. Nós, respeitamos sim o direito a liberdade de culto, de crença. Mas, o Estado não pode se privar disso, de propiciar a essas pessoas um entendimento maior do que é a ritualística e o que a legislação brasileira prevê nessa situação”, disse.
O coordenador estima que, somente nas zonas Norte e Leste de Manaus, existem mais de 400 locais onde ritos da tradição africana são praticados.
“Há aqueles que são conhecidos, há os que são registrados, mas podemos garantir sem medo de errar que 98% carecem de regulamentação”, comentou.
Redação Por Natália Dantas

