Manaus | Terça-feira
Alunas denunciaram rapazes que insinuaram que iriam cometer abusos sexuais na instituição em que estudavam.
Em um grupo em aplicativo de mensagens instantâneas para combinar quando e onde seriam os assédios e também quem seriam as vítimas.
A denúncia foi registrada na Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT). Segundo a Polícia Civil, as meninas levaram apenas “prints” das conversas e, para o andamento das investigações, o delegado pediu para que levassem os aparelhos celulares.
O grupo reunia alunos de vários cursos da universidade. Além disso, durante a conversa, imagens de alunas nuas também teriam sido compartilhadas. As mensagens possuíam teor machista e faziam incitação ao estupro.
Em um trecho é possível ver relatos como “Bora logo meter o estupro” e “Come ela por todos nós”. Outra pessoa retruca e fala “Estupro não. Sexo surpresa”. Em outros comentários é possível ler frases de teor racista como “Aí depois me perguntam por que não gosto de preto” e “Tô querendo comprar um anão. Acho que branco deve tá caro. Um negro deve ser mais barato”.
Na última segunda-feira (6) após a divulgação das conversas, estudantes da Ufra realizaram um protesto no restaurante universitário da instituição. Foram colados nas paredes do prédio cartazes com trechos das conversas. Após o ato, uma reunião entre os estudantes foi marcada para debater o assunto.
Redação Por Natália Dantas

