Manaus | 01 de Fevereiro de 2019 (Sexta-feira)
O prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), fez novamente um alerta sobre o fim da Zona Franca, criada para desenvolver a região amazônica e integrá-la ao restante do país, poderia trazer graves consequências como a abertura para o crescimento do narcotráfico no Amazonas.
Arthur reforçou que há razões nacionais e internacionais para manter a floresta de pé, “A Zona Franca é a principal fiadora desse compromisso”, observou em nova publicação no Facebook.
“Afinal, o mundo, sobretudo neste tempo de aquecimento global, jamais se conformaria com uma governança insensata sobre uma região de real e inegável relevância planetária. Sem contarmos que a falência do Amazonas muito possivelmente empurraria fartos contingentes de desesperançados para as fileiras do narcotráfico”, destacou o prefeito.
Arthur permanece fazendo uma série de manifestações que tratam da dificuldade de muitos brasileiros de entender os possíveis resultados catastróficos que o país enfrentaria com a extinção do modelo, “Tenho escrito exaustivamente sobre a importância da Zona Franca de Manaus para a preservação da floresta no território que cabe ao Amazonas”, declarou.
O prefeito explica que o resultado seria um avanço de “desesperados” sobre a floresta, causando consequências graves, trazendo desajuste nos rios, alterando o regime de chuvas no país, além da crise econômica e diplomática, mesmo militar entrando na agenda da nação, “Manaus viraria porto de lenha, os estados da Amazônia Ocidental mais Amapá perderiam muito, a proteção das fronteiras se vulnerabilizaria”, argumentou.
O crime ambiental em Mariana (2015) e Brumadinho (2018), ambos em Minas Gerais, foi citado pelo prefeito Arthur como exemplo do que uma fiscalização deficiente e desrespeitosa ao meio ambiente pode causar à população. “Imaginem agora se o que aconteceu com Brumadinho se desse na Amazônia, sob a forma de desmatamento desvairado. Imaginem! Simplesmente não teria volta”, alertou.
A Zona Franca, um território internacional dentro de uma área nacional, é a principal financiadora para manter a floresta em pé, ainda, de acordo com Arthur. “Tratar o Polo Industrial de Manaus como se ele fosse uma sanguessuga fútil e oportunista de subsídios, seria equívoco imperdoável”, ressaltou.
Foto: Reprodução/Repórter AM.
Fonte: Semcom/Facebook.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

