Manaus| 04 de Fevereiro de 2019 (Segunda-Feira)
No último domingo (3), por meio de artigo publicado no Facebook, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB/AM) parabenizou a vitória do senador Davi Alcolumbre (DEM/AP) na presidência do Senado, onde ocupará o cargo pelos próximos dois anos. No artigo, o prefeito destacou a presidência do parlamentar como um momento de esperança para o país.
O parlamentar eleito vem dá região norte e para Arthur, ele deve conhecer a importância da Floresta Amazônica para o mundo e preservar também a Zona Franca de Manaus.
O prefeito também enfatizou a atuação dos senadores pelo Amazonas, Plínio Valério (PSDB) e Omar Aziz (PSD), na conturbada votação para a presidência do Senado e condenou o comportamento do senador Eduardo Braga.
“A derrota do senador Calheiros para a presidência do Senado, foi saudável para o Brasil. Sinal de mudança. E a vitória do senador Davi Alcolumbre, do Amapá, além de representar esperança para o Brasil, representa reforço à luta por uma Zona Franca forte e renovada. Bem a propósito, circula nas redes vídeo do novo mandatário do Congresso, agradecendo o apoio dos senadores Plínio Valério e Omar Aziz e se declarando à disposição de uma luta que deve ser da Amazônia e de toda a nação. Nosso senador Eduardo Braga preferiu o papel de guarda pretoriana do senador Renan Calheiros”, pontua Arthur.
Segundo o prefeito, o que precisa ficar claro para Davi Alcolumbre é que a luta não deve ser apenas para manter os incentivos fiscais que têm sustentado a ZFM até o presente. É necessário também dotar o Amazonas de infraestrutura que possa contribuir no escoamento da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) – e por extensão da própria população do Amazonas, que geralmente se desloca do Estado para outros lugares apenas por via aérea. O investimento em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), também são outros fatores apontados por Arthur Neto para reforçar o modelo ZFM.
“É preciso reforma radical na sua infraestrutura, porque nossa internet e nossa telefonia celular atrapalham os negócios; estamos à beira de um caos portuário e houve quem caísse no “conto do “tombamento” do Encontro das Águas, para evitar a construção de um porto de verdade e funcional, que seria um dos pilares do projeto de reabilitação do Polo Industrial de Manaus; a BR-319 precisa sair do chove-não-molha, porque significará a entrada e saída de pessoas do Amazonas para o resto do Brasil e a consequente entrada de brasileiros e estrangeiros em Manaus e, além do mais, porque representará a abertura do Pacífico, via Peru, para os produtos do nosso polo industrial. Faltam treinamento de mão de obra e investimento maciço em capital intelectual; falta aplicação honesta e estratégica dos recursos do P&D (pesquisa e desenvolvimento) – hoje, essa aplicação se dá tipo “preciso aplicar esse dinheiro porque sou obrigado, então me dê o seu projeto que eu financio seja lá o que for”, o que explica os resultados pífios e a invisibilidade de avanços significativos”, observa.
Para Arthur, chegou o momento de trabalhar a incorporação da biodiversidade no cotidiano da produção da ZFM, além da atração de novos polos que possam integrar a quarta Revolução Industrial, a partir da Zona Franca de Manaus.
“Está no tempo de se atrair novos polos, porque, por exemplo, o eletroeletrônico vai minguando e perdendo produtos, em função da convergência tecnológica com a informática. Quem é que ainda compra CDs e DVDs? Quem ainda armazena “seus filmes preferidos” numa prateleira? Tenho falado, a exemplo de novos polos que deveriam ser buscados por nós: os drones. Por quê não? Drones e muitos outros produtos que vêm sendo entregues ao mundo pela quarta revolução industrial”, destaca o mesmo.
Foto: Mário Oliveira / Semcom
Redação Portal Pontual

