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Regime de urgência: projeto de Lei pode prorrogar auxílio emergencial até dezembro de 2021

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O projeto de Lei (PL) n. 24/2021, protocolado na Câmara Federal, pode prorrogar o auxílio emergencial até dezembro de 2021, e beneficiará aproximadamente 60 milhões de brasileiros, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 

O auxílio no total de R$ 600, era pago pelo governo de Jair Messias Bolsonaro (sem partido), chegou ao fim em dezembro de 2020, com os últimos pagamentos em janeiro deste ano.

O projeto de Lei é de autoria do deputado federal do Amazonas, Delegado Pablo (PSL). O PL seguirá na Câmara Federal em regime de urgência para ser analisado por deputados e senadores.

 

No documento, destaca que o Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou o Estado de Calamidade Pública no Brasil até o dia 31 de dezembro de 2021, porém não mencionou a prorrogação do auxílio emergencial.

 

“O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, prorrogou a vigência da calamidade pública no Brasil, mas não definiu a prorrogação do auxílio emergencial”, explicou o deputado federal.

O Delegado Pablo acrescentou ainda, que o projeto corrige esta situação, garantindo aos brasileiros a ajuda para a pandemia.

Nas redes sociais, o deputado divulgou um vídeo, e relatou que tem recebido milhares de pedidos de ajuda de amazonenses, que alegam dificuldades financeiras por causa do coronavírus.

 

“Para mudar essa realidade, estou pedindo a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro de 2021. O objetivo é garantir às famílias de baixa renda a ajuda para enfrentar esse momento difícil”, disse o deputado.

 

Mudança 

Caso o Projeto de Lei for aprovado, o projeto mudará a lei n. 13.982 de 2 de abril de 2020, que criou as regras para o pagamento do auxílio emergencial. O valor de R$ 600 pago em 2020 será mantido em 2021.

 

PL_24_2021

 

Troca-troca

Nesta quinta-feira (5), o Senador Rodrigo Pacheco (Democratas) foi ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, para se posicionar pelo Congresso Nacional. Deixou claro que não há chance de a conversa avançar sem a extensão do auxílio emergencial. (Fonte: UOL)

Paulo Guedes disse que tudo bem. Vê espaço para beneficiar 32 milhões de pessoas, não mais 64 milhões. Não está claro — porque, de fato, está falando de um improviso — qual seria o valor nem por quanto tempo seria pago.

No dia 7 de outubro, o ministro foi questionado a respeito, e afirmou que tinha um plano para o benefício.


“Tem um plano de auxílio emergencial que vai até o fim de dezembro. Tem um estado de calamidade pública que vai até o fim de dezembro. E, no fim de dezembro, acabou tudo isso, ponto. Não tem prorrogação, hoje a informação que existe é a seguinte: não tem prorrogação. O ministro da economia está descredenciando qualquer informação a respeito de prorrogar isso ou aquilo”, disse.

Não para por aí 

O presidente Jair Messias Bolsonaro, declarou sobre a prorrogação do auxílio emergencial, que não era duradouro ou aposentadoria.

“Não, eu não vou… Converso isso com o Paulo Guedes; contigo, não. A palavra é ‘emergencial’. O que é ‘emergencial’? Não é duradouro, não é vitalício, não é aposentadoria. Lamento muita gente passando necessidade, mas a nossa capacidade de endividamento está no limite”, relatou o presidente.

Beneficiados 

 

O auxílio emergencial estava beneficiando mais de 60 milhões de brasileiros, que não tinham condições de se manter durante a pandemia da covid-19. Durante o caos, tiveram empreendimentos fechados e perderam trabalhos com a chegada do vírus. 

 

Por Alessandra Aline Martins

Foto: Divulgação

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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