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Eduardo Leite: Bolsonaro não sabe conviver com contestações e ataca a todos

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB-RS), acredita que é um dever dos governadores buscar uma convivência com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas disse ter a consciência que é difícil manter relação com uma pessoa que, em sua visão, não sabe lidar com contestações.

Em entrevista ao UOL News, Leite disse que Bolsonaro ataca a todos por ter dificuldade na convivência com opiniões contrárias e vê pouca perspectiva de que o esforço dos representantes estaduais por uma pacificação seja bem-sucedido.

“Eu vejo pouca perspectiva de ele obter convivência minimamente pacífica, sóbria, sensata com os governadores. Ele não compreende que democracia também compreende a necessidade de que um governante eleito conviva com a contestação. Quem ganha eleição tem o direito de governar, quem perde tem o direito de contestar”, disse.

“Todos os espaços de contestação são constantemente atacados pelo presidente, que não sabe conviver com contestações. E diante da perspectiva de ser contestado nas urnas, ataca as urnas. Ele ataca a imprensa, o Judiciário… Ataca a todos, até as urnas de onde deve vir a próxima contestação pelo próprio povo”, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul

A declaração de Eduardo Leite vem na esteira do convite feito pelo Fórum Nacional de Governadores ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aos demais chefes de Poderes para um encontro de pacificação entre as instituições.

O movimento feito pelos governadores é uma reação às ações do presidente, que, nas últimas semanas, intensificou seus ataques a ministros do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral, colocou sob dúvida a realização das próximas eleições e apresentou ao Senado um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira (20).

Eduardo Leite diz que a busca pelo entendimento com o presidente é necessária, mas é cético quanto aos efeitos práticos. “Eu tenho menos expectativa, mas da parte institucional é importante. A gente tem que em um momento crítico como esse tomar partido, tomar parte e demandar ao comandante que ele possa trazer sobriedade e sensatez”, disse.

O governador ainda disse que as contestações ao presidente podem ser feitas pelo Congresso (em caso de processo de impeachment) e pelo povo (nas eleições) e, enquanto Bolsonaro for presidente, é preciso buscar entendimentos.

“Não cabe aos governadores decidir pelo impeachment do presidente. Enquanto for presidente, temos fazer esforço na direção de convivência em favor da população para quem governamos”, disse”.

Fonte: UOL
Foto: Divulgação

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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