Jairo Souza Santos e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel, estão lado a lado pela primeira vez, após serem presos em 8 de abril.
Os dois respondem por homicídio qualificado no caso que apura a morte do menino em 8 de março, aos quatro anos de idade.
Os réus acompanham nesta terça-feira (audiência na 2ª Vara Criminal do Rio. Amos vestem camisa branca de mangas longas e máscara de proteção contra a Covid-19.
Jairinho sentou em uma mesa superior, enquanto Monique ficou em uma mesa um nível abaixo, na mesma direção.
Jairinho entrou na sala de audiência primeiro e permaneceu olhando fixamente para a mesa da juíza Elizabeth Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio, enquanto era lida a denúncia feita pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
No momento em que a juíza lia os trechos em que o MP-RJ aponta sadismo da parte de Jairinho durante a morte de Henry, Jairinho fez movimentos negativos com a cabeça, como se negasse as acusações. A todo momento, o ex-vereador ajeitava fios de cabelo.
Antes da leitura da denúncia, Monique também entrou na sala de audiência, onde já estava o ex-namorado, mas não olhou na direção dele.
A professora abaixou a cabeça e parou de conversar com os advogados no momento em que a juíza lia trecho da denúncia em que o MP-RJ aponta omissão nos episódios de agressões sofridas pelo filho.
2ª AUDIÊNCIA OUVE TESTEMUNHAS DE DEFESA
Em outubro, na primeira rodada de audiências de instrução e julgamento, Jairinho acompanhou os depoimentos diretamente do presídio, em Bangu.
Monique esteve presente, chorou e teve a imagem explorada pela defesa do ex-namorado.
Entre aquelas que serão ouvidas hoje, estão Coronel Jairo, pai de Jairinho e deputado estadual (Solidariedade), Cristiane Isidoro, ex-assessora de Jairinho, e Fernanda Abdul, mãe do filho mais velho do réu.
Amanhã haverá mais uma rodada de depoimentos, e a previsão é que sejam ouvidas testemunhas de defesa de Monique.
De acordo com a juíza Louro, duas testemunhas de defesa de Monique se apresentaram espontaneamente e serão ouvidas ao final do dia de audiência, caso os presentes “não estejam muito cansados” e haja tempo.
Por Lola Ferreira/FOLHAPRESS
Foto: Divulgação
Redação por Bernardo Andrade

