sábado, fevereiro 21, 2026
HomeCotidianoPresidente da Comunidade Congolesa pede demissão de Camargo da Fundação Palmares

Presidente da Comunidade Congolesa pede demissão de Camargo da Fundação Palmares

Publicado em

Artigo Relacionado

Festival de Férias leva a garotada a um passeio histórico pelo Centro Cultural dos Povos da Amazônia

Diversão e aventura marcaram a abertura do Festival de Férias 2024, que ocorreu na...

O presidente do grupo Comunidade Congolesa no Brasil, Fernando Mupapa, pediu a demissão do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, após ataques ao congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24, assassinado em um quiosque no Rio de Janeiro.

“Tem que expulsar esse parasita do cargo que está ocupando. Em nome da Comunidade Congolesa no Brasil, repudio essa pessoa e peço a destituição dele desse cargo”, disse Mupapa ao jornal O Globo.

“Ele é uma vergonha. É como se fosse o negro que o colonizador usava para maltratar outros negros e, por isso, se achava melhor que os outros”.

Nesta sexta-feira (11), Camargo afirmou em sua rede social que Moïse foi um “vagabundo morto por vagabundos mais fortes.”

“Moïse andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes. A cor da pele nada teve a ver com o brutal assassinato. Foram determinantes o modo de vida indigno e o contexto de selvageria no qual vivia e transitava”, disse o presidente da Fundação Palmares.

As afirmações causaram indignação também no vice-presidente do grupo Comunidade Congolesa no Brasil, Yanick Mbau.

“Não merece estar onde está. Ele não está representando ninguém”, afirmou o vice-presidente, também ao jornal O Globo.

“Essas falas não mexeram apenas com a nossa família, mas com todo o movimento negro, com a comunidade do Congo no Brasil e com todos os africanos e imigrantes refugiados que vivem aqui”.

Em outra publicação, horas antes das ofensas, Camargo disse não existir “a menor possibilidade” de a Fundação Palmares homenagear o congolês. “Ele foi vítima de crime brutal mas não fez nada relevante no campo da cultura. A Palmares lamenta e repudia a violência, mas não endossa as narrativas canalhas e hipócritas da esquerda”, escreveu.

O procurador da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Rio, Rodrigo Mondego, prometeu tomar providências contra as afirmações de Camargo. “Esse vagabundo vai responder por essa mentira absurda que está falando”, disse.

“A família do Moïse está estarrecida com essa fala criminosa desse sujeito. Já estamos estudando as medidas cabíveis”. Mondego representa a família da vítima de assassinato.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também defendeu a demissão imediata de Camargo. “O dinheiro público não pode patrocinar violência e discurso de ódio”, afirmou.

Também senador, Fabiano Contarato (PT-ES) chamou o presidente da Fundação Palmares de “figura nefasta”. “Causam repugnância sua perversidade e sua tentativa persistente de ganhar visibilidade a reboque do que há de pior”.

Para o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ), a conduta de Camargo deve ser investigada pelo Ministério Público Federal.

Moïse foi espancado até a morte perto de um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, no último dia 24.

Segundo familiares do jovem, ele foi agredido após pedir salários atrasados no quiosque onde trabalhava como ajudante de cozinha.

Três suspeitos que aparecem no vídeo que mostra as cenas de violência já foram presos.

Eles negaram que o assassinato tivesse motivação racista e disseram que as agressões começaram após Moïse abrir uma geladeira do estabelecimento para pegar cervejas.

A morte de Moïse motivou atos por justiça em ao menos 13 capitais do país.

Fonte: FOLHAPRESS 

Foto: Divulgação 

Redação por Bernardo Andrade 

Últimos Artigos

Comissão vai a Belém conferir preparativos para COP30

A Subcomissão Temporária que acompanha os preparativos para realização da COP30 se reuniu pela...

Cepcolu completa quatro meses com quase 2 mil atendimentos e sem fila para cirurgias

O Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu),...

Com apoio do Governo do Amazonas, pesquisa inclui robótica no processo de ensino-aprendizagem de estudantes da educação básica

Ensinar robótica com o uso de metodologia Problem-based Learning (PBL), que estimula os alunos...

Primeira patente do ILMD/FiocruzAmazônia é concedida pelo INPI, referente a equipamento de análise de material genético em amostras biológicas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Inovação...

Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

Mais artigos como este

Comissão vai a Belém conferir preparativos para COP30

A Subcomissão Temporária que acompanha os preparativos para realização da COP30 se reuniu pela...

Cepcolu completa quatro meses com quase 2 mil atendimentos e sem fila para cirurgias

O Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu),...

Com apoio do Governo do Amazonas, pesquisa inclui robótica no processo de ensino-aprendizagem de estudantes da educação básica

Ensinar robótica com o uso de metodologia Problem-based Learning (PBL), que estimula os alunos...