quarta-feira, fevereiro 18, 2026
HomeBrasilPais denunciam que filho autista foi retirado de avião por não usar...

Pais denunciam que filho autista foi retirado de avião por não usar máscara, em Goiânia

Publicado em

Artigo Relacionado

Novo centro de línguas irá estudar a diversidade linguística indígena no Brasil

O Brasil é um dos países mais multilíngues do mundo. Além do português, são...

A família de um adolescente autista denunciou que o filho foi retirado de avião por não usar máscara de proteção contra a Covid-19. O caso aconteceu mesmo com a dispensa de uso obrigatório da máscara para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) prevista pela lei federal 14.019 de 2020.

“Meu filho foi expulso do avião por ser autista. Eu até me emociono com isso, você não tem ideia do que isso foi para minha família”, lamentou o pai do adolescente, José Filho.

O caso aconteceu na quarta-feira (28). O pai do menino de 15 anos contou que a família havia passado o natal em Goiânia com parentes e, na ocasião em que foi retirada do avião, estava voltando para o local onde mora, nos Estados Unidos. No dia, eles perderam o voo da conexão que fariam em São Paulo.

Segundo José, seu filho foi diagnosticado em 2006, aos 3 anos de idade, e desde então faz acompanhamento médico. Ele conta que, devido ao autismo, o menino é agitado, não faz comunicação verbal e tem grande sensibilidade sensorial, o que faz com que o filho tire as máscaras de proteção contra a Covid-19.

“Tentamos colocar uma máscara nele, mas ele puxa, rasga, tem muita dificuldade em colocar a máscara”, detalhou.

Ao g1, a companhia aérea Gol alegou que, na situação, “as documentações apresentadas sobre a condição do Cliente menor de idade não continham laudo que atestasse que ele não poderia usar a máscara durante o voo” e que, diante disso, “a tripulação solicitou o desembarque”.

José ainda detalhou que, com a situação, sua família ficou abalada e os passageiros do avião se mostraram indignados.

Impedidos de decolar

A situação em que José e a família foram impedidos de voar aconteceu após o despache de bagagens e o embarque na aeronave, quando eles já se encontravam sentados no aguardo pela decolagem. Os familiares do adolescente denunciaram que foram tratados com desrespeito e que, mesmo com a apresentação de um documento virtual que comprovasse o autismo, eles acabaram sendo retirados do voo.

De acordo com o empresário, tudo começou quando uma aeromoça pediu que os passageiros colocassem as máscaras. Nesse momento, os familiares menino explicaram que ele é autista nível 2 e que, com isso, atitudes comuns como usar máscara poderiam causar um distúrbio sensorial nele e desencadear uma crise.

No entanto, mesmo com os pais do adolescente explicando a situação e apresentando um documento que explicava que o menino é autista, José relata que a equipe da companhia aérea insistiu que o menino deveria ter um “crachá de autista”.

“O comandante me chamou e disse que dentro do avião era autoridade. Ele desqualificou os documentos que nós apresentamos e que poderia dar voz de prisão”, disse José.
“[Como justificativa] o comandante disse que estaria protegendo a tribulação. Então meu filho é um perigo por ser autista”, questionou.

Após saírem da aeronave, José e a família denunciaram e registraram o caso na Polícia Federal.

À TV Anhanguera, o advogado Antônio Augusto Mangussi considerou o caso como um “erro por parte da companhia aérea” e como uma omissão que, das mais diversas formas, cotidianamente ocorrem contra pessoas autistas.

“Os autistas tem essa peculiaridade da deficiência não ser visível fisicamente. Contudo, os graus 2 e 3 têm mais comorbidades que fazem com que seja possível identificar facilmente que aquela se trata de uma criança autista e a lei especifica que ao autista é liberado o uso de máscara”, disse o advogado.

“Entendemos que foi um erro da companhia aérea, uma omissão que vem ocorrendo reiteradamente com os autistas em diversas formas”, complementou.

Da redação com informações de G1
Foto: Reprodução

Últimos Artigos

Comissão vai a Belém conferir preparativos para COP30

A Subcomissão Temporária que acompanha os preparativos para realização da COP30 se reuniu pela...

Cepcolu completa quatro meses com quase 2 mil atendimentos e sem fila para cirurgias

O Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu),...

Com apoio do Governo do Amazonas, pesquisa inclui robótica no processo de ensino-aprendizagem de estudantes da educação básica

Ensinar robótica com o uso de metodologia Problem-based Learning (PBL), que estimula os alunos...

Primeira patente do ILMD/FiocruzAmazônia é concedida pelo INPI, referente a equipamento de análise de material genético em amostras biológicas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Inovação...

Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

Mais artigos como este

Comissão vai a Belém conferir preparativos para COP30

A Subcomissão Temporária que acompanha os preparativos para realização da COP30 se reuniu pela...

Cepcolu completa quatro meses com quase 2 mil atendimentos e sem fila para cirurgias

O Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu),...

Com apoio do Governo do Amazonas, pesquisa inclui robótica no processo de ensino-aprendizagem de estudantes da educação básica

Ensinar robótica com o uso de metodologia Problem-based Learning (PBL), que estimula os alunos...