Um estudo intitulado “Relação entre polimorfismos genéticos e o desfecho clínico e laboratorial de pacientes autóctones da Amazônia com histórico de doença de Chagas aguda”, apoiada pelo Governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), verificou uma análise clínica dos infectados com a doença de Chagas e, dessa forma, foi observado que nove casos isolados foram de transmissão desconhecida.
Os pacientes analisados foram de seis municípios do Amazonas: Coari, Carauari, Uarini, Tefé, Lábrea e Amaturá.
A pesquisa está em andamento e se encontra em fase de análise e identificação do parasito, assim como dos genes associados à evolução da doença.
A doença de Chagas requer uma atenção especial, pois na Região Amazônica o consumo de açaí, bacaba e patauá é grande.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Débora Raysa Teixeira de Sousa, todos os pacientes realizaram exame sorológico para a doença de Chagas.
Dentre esses pacientes, 39, 7% apresentaram sorologia positiva mesmo após tratamento, 19,2% foram tratados há mais de 5 anos e permanecem com doença de Chagas. 21% dos indíviduos com sorologia positiva, apresentaram alterações no eletrocardiograma.
Além disso, a pesquisadora que integra o grupo de pesquisa em doença de Chagas Dr. João Macias Frade da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) observou que o total de 83,50 (60,3%) pacientes apresentam resultado sorológico negativo, então terão que fazer o acompanhamento por alguns anos para confirmar a cura da doença.
Já 33 (39,7%) possuem sorologia positiva, ou seja, não podem ser considerados curados da doença, mesmo após a realização devida do tratamento.
Ainda, 21% destes 33 pacientes, também apresentaram eletrocardiograma alterado, sugestivo da doença de Chagas crônica cardíaca.
O restante dos pacientes apresentam eletrocardiograma normal.
A pesquisadora ainda acrescenta que esses dados revelam a importância do diagnóstico da doença, a fim de identificar o parasito no sangue e de genes influenciadores na evolução da doença.
Texto: da redação.
Fotos: divulgação.