Manaus | Segunda-feira
O Banco de Olhos do Amazonas, que completa 14 anos de existência nesta segunda-feira (07/05), tem uma marca importante a comemorar: a de ter conseguido zerar a fila para transplante, com as doações captadas, permitindo, inclusive, enviar córneas para atender pacientes de outros seis estados brasileiros e o Distrito Federal – Bahia, Maranhão, Maceió, Minas Gerais, Pará e Paraíba. A fila para transplantes de córnea no país é de, aproximadamente, 10 mil pessoas.
Apesar da marca, ele alerta para a importância de manter o ritmo das doações, já que a fila de transplante, além de não ser estanque, é nacional e todos os dias são inseridos novos pacientes, necessitando do procedimento.
Segundo ela, uma equipe do banco atua 24 horas no Instituto Médico Legal (IML). É lá que os profissionais informam às famílias sobre a existência do serviço no Amazonas e da possibilidade que têm em fazer a doação. Com a autorização das famílias, os profissionais fazem a coleta e levam as córneas para o laboratório do banco, que funciona na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus.
A coordenadora ressalta que a fila de espera por transplante de córnea é administrada por uma central nacional, gerida pelo Ministério da Saúde. Até que seja definido o paciente, a córnea fica no Banco de Olhos. Para ter condições de transplante, o tecido pode ficar até 14 dias em laboratório, no máximo.
Transplante – Um dos pacientes atendidos neste período de existência do Banco de Olhos do Estado foi o estoquista Diogo Oliveira, de 28 anos. Em 2013, o jovem teve uma infecção nos dois olhos, causada pelo uso inadequado de lentes de contato. Segundo Diogo, quando ele obteve o diagnóstico, o quadro estava avançado e o transplante teve que ser feito de urgência, caso contrário, havia o risco de perder a visão. “Graças a Deus, fui parar em boas mãos. Posso falar com propriedade que nosso Banco de Olhos é um dos melhores. Tem profissionais muito dedicados”, comenta o paciente. Por causa da gravidade de seu caso, Diogo precisou fazer um segundo transplante em 2015. Na primeira vez, o paciente aguardou um mês pelo procedimento. No segundo, como não era mais caso de urgência, ele aguardou por três meses.

Fonte: Secom
Redação Por Natália Dantas

