Manaus | Sexta-feira
corpo do funkeiro Paulo César da Silva, conhecido como MC G3, está sendo velado na manhã desta sexta-feira (17). O sepultamento está agendado para às 13h30. Muito emocionada, mãe do funkeiro, a artesã Luisa da Silva, de 51 anos, questionava o motivo da morte do filho.
“Porque queriam tirar você? Porque fizeram isso comigo? Meu único filho, César. Você era minha jóia. Você vale ouro. Minha joia rara. Porque, meu filho? Porque tiraram você? Para quem eu vou ligar agora? Porque fizeram isso ? Você é meu filho. Ninguém vai tirar você de mim assim. Covarde, quem fez isso. Covarde, covardes!”, questionou aos prantos, enquanto olhava para o corpo do filho.
O MC foi encontrado morto, na última terça-feira (16), em uma casa em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Três menores foram apreendidos e um maior foi preso pelo crime. A PM informou que celulares, armas e pertences das vítimas do bando foram recuperados. A ação que terminou com a prisão dos suspeitos contou com PMs de três batalhões. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso.
MC G3 é conhecido pela música “O general chegou”, que foi adaptada pela torcida do Flamengo como “o Guerrero chegou”, em homenagem ao atacante Paolo Guerrero. Segundo Luisa, o filho sempre mostrou que queria seguir carreira artística e desde os 8 anos gostava de cantar e compor músicas. A origem do apelido é por causa da banda evangélica Oficina G3. Inicialmente, ele começou a carreira como MC PC.
Um telefone celular perdido em um posto de combustíveis na Zona Sul do Rio de Janeiro foi a peça fundamental que levou a Polícia Militar do Rio de Janeiro a chegar até os quatro homens suspeitos de matar o funkeiro MC G3. Por meio dele, os suspeitos trocavam mensagens sobre o crime.
“Fazer o bagulho rápido, ‘se pá’, não pega vários bagulhos não. Só os ‘ouro’ e o dinheiro. Entra no carro e vem, filho. Tu ‘traz’ o videogame”, afirmou um dos criminosos.
Pelos diálogos, eles ainda combinaram uma transmissão ao vivo para ver o fruto do crime na casa do cantor.
Antes de matarem o cantor, os criminosos roubaram um táxi na Zona Norte do Rio. Eles ainda tentaram assaltar o posto na Zona Sul. Na fuga desse crime, eles deixaram para trás um telefone celular. A partir da análise do aparelho, agentes conseguiram localizar os quatro em uma residência próxima ao Morro do Dendê, na Ilha do Governador.
Nesse local, foram apreendidos três menores, e um maior de idade foi preso. Também foram encontrados os pertences do cantor, cartões de crédito, telefones celulares, um videogame e a arma usada no crime.

