Manaus | 28 de Janeiro de 2019 (Segunda-feira)
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, fez uma nova publicação em sua página no Facebook, no último domingo (27), fazendo um alerta sobre a Amazônia Legal, que abrange nove estados do país e ainda tem o grande desafio de ser vista e entendida como região estratégica para a economia e desenvolvimento do Brasil, a mesma ocupa 60% do território brasileiro e abrigando uma das maiores florestas tropicais do mundo.
“O Brasil precisa entender que necessita de uma Amazônia em euforia econômica e não em depressão. E isso levará à compreensão da relevância do parque industrial não poluente – e fundamental para a preservação da floresta – instalado no Distrito Industrial de Manaus. Sugiro a qualificação do debate, para chegarmos às decisões mais acertadas”, explica o prefeito em trecho de seu artigo.
A Amazônia Legal, é um termo criado pelo governo com a proposta de desenvolvimento da região e abriga os estados do Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Acre, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso. “O jogo aritmético, que se limite à análise da relação renúncia fiscal/custo do emprego, não se sustenta, diante de tantas variáveis tão fartamente elencadas por tantos que conhecem de fato a região, seus problemas e suas magníficas possibilidades”, afirma.
Em sua publicação, o prefeito de Manaus, faz diversas recomendações ao governo com “um filtro rigoroso nos subsídios” para “evitar o risco de transformar uma boa intenção num problema desnecessário como minimizar a relevância da Zona Franca e, com isso, sofrer desgastes internacionais”.
Além disso, Arthur Neto ressalta que é importante apoiar inciativas de desenvolvimento sustentável e adiantar decisões, que de acordo com ele, “ficam emperradas nas gavetas de Brasília”.
Segundo a Superintendência da Zona Franca (Suframa), o Polo Industrial de Manaus possui aproximadamente 600 indústrias de alta tecnologia gerando mais de meio milhão de empregos, diretos e indiretos, principalmente nos segmentos de eletroeletrônicos, duas rodas e químico. Ainda de acordo com o prefeito, em sua publicação informa que a Honda, já atingiu 24 milhões de unidades produzidas no Amazonas.
“E ainda há quem diga que aqui se faz maquiagem. Ainda existe quem julgue injustificável a concessão de incentivos para a ZFM. E ainda há quem não reconheça que ela preserva 97% da parte da floresta que cabe em solo amazonense. E ainda tem quem duvide que um processo de aquecimento global esteja em curso, com previsão de a temperatura média do mundo aumentar 1% só neste 2019. E, por absurdo que pareça, ainda se vê quem não compreenda que o desmatamento criaria sério problema econômico, político, diplomático, certamente até com contornos de tensão militar”, adverte o prefeito.
Foto: Alex Pazuello/Arquivo Semcom.
Fonte: Semcom.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

