Manaus | 1 de julho, 2020 | Quarta-feira
Dedé Santana, assim como boa parte do meio artístico, foi pego de surpresa com a notícia de que Renato Aragão deixaria a Globo após 44 anos de trabalho. “Eles não podiam ter feito isso com ele. Achei uma injustiça”, afirma o ex-Trapalhão, atualmente com 84 anos e também sem contrato com a emissora.
“Também tenho trabalhado por obra.” Para o humorista, a saída do intérprete de Didi não foi a melhor solução encontrada pela Globo. “Eles poderiam renegociar o trabalho. Mas não dá para abrir mão de nomes como Renato Aragão e outros artistas que ajudaram a construir a emissora, como Tarcisio Meira”, diz. “A Globo deveria nos dar um contrato vitalício.
O ator considera que os artistas mais velhos não têm o respeito que merecem. “Lembro de um dia conversar com o Flávio Migliaccio e ele me dizer o quanto era difícil estar contratado por uma emissora e ainda assim ter de correr atrás de trabalho”, conta. “E o Renato fez muita coisa importante. Ele tem o mérito dele.” Para Dedé, o sentimento é de gratidão.
“O Renato era uma cabeça pensante, me deu a oportunidade de dirigir alguns dos filmes dos Trapalhões”, afirma o humorista, que garante ter boas relações com o amigo hoje. “O que não soubemos na época em que falavam de briga foi administrar tudo. Mas sou muito grato a ele sempre.” O humorista acha que a saída de Renato Aragão da Globo.
Fonte: Noticias UOL

