Após o Golpe Militar no Brasil, ocorrido em 1964, há a dúvida se ainda existe a possibilidade de uma intervenção militar. Diante a situação, historiadores destacam que fala do novo ministro da Defesa sobre o marco que faz 57 anos, nesta quarta-feira (31), apontam uma posição do alto escalão contra a ideia de um golpe.
O jornal CNN, ouviu historiadores que apontaram que as falas do novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, são marcantes e mostram que, quase três décadas após a redemocratização, a vida política brasileira ainda não superou o período da ditadura e o flerte com a ideia de uma intervenção militar.
A historiadora e cientista política Heloisa M. Starling, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), disse que as declarações são eloquentes e apontam uma posição do alto escalão contra a ideia de um golpe.
“Mas é significativo que a democracia brasileira ainda precise discutir essa possibilidade”, diz a historiadora à CNN.
O ministro general Walter Braga Netto disse em nota que naquele dia, as Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o País e que a Lei de Anistia, de 1979, consolidou um amplo pacto de pacificação a partir das convergências próprias da democracia.
Braga Netto disse ainda que a Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria e garantir os Poderes constitucionais.
O presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), gerou forte reação, em 2019, quando determinou a celebração do golpe que instaurou uma ditadura no país, e o caso se transformou em uma disputa judicial.
Após dois anos, a demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e dos chefes do Exército, Aeronáutica e Marinha, e a nota de Braga Netto dão novos contornos à participação ativa dos militares na política nacional. (com informações da BBC)
“Golpe Militar”
No dia 31 de Março de 1964, os militares do Brasil e grupos conservadores da elite econômica realizaram uma conspiração contra João Goulart, presidente da República empossado em 1961, quando Jânio Quadros renunciou ao cargo, o ato ficou conhecido como “Golpe Militar”.
Por Redação do Portal Pontual
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