O presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), criticou a pesquisa de emprego feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em entrevista à CNN, Bolsonaro destacou acreditar que pelo fato da metodologia atender outros governos, pode mudar na nova gestão.
“Estamos criando empregos formais mês a mês. Mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE que atendia ao governo da época. No meu entender, é o tipo (de metodologia) errado. Pode mudar. É só ver o número de carteiras assinadas mês a mês. Saber se está aumentando e quantos estão na informalidade”, disse Bolsonaro.
Em 2019, o presidente já havia criticado a Pnad, e nesse trimestre, a pesquisa apontou 14,2% de desemprego no Brasil, pior ao período desde o início da pesquisa do IBGE, em 2012.
No total, são 14,3 milhões de brasileiros desocupados, cerca de 200 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior, de agosto a outubro, e 2,4 milhões de pessoas a mais do que no mesmo trimestre de 2020, antes do início da pandemia. (com informações do IG).
Bolsonaro disse que o aumento do desemprego se deve à crescente busca pela informalidade. Segundo ele, a metodologia do IBGE deveria abarcar também os que buscam o “ganha-pão” sem carteira assinada.
“Vendiam churrasquinho de gato, água mineral no sinal, um biscoito na praia, um sorvete na arquibancada de futebol…”, disse. “Não tem mais como catar latinha por aí, procuraram emprego”.
Por Alessandra Aline, com informações da CNN.
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