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Quantidade de delegados eleitos em 2022 deve diminuir, diz especialista

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Nas eleições de 2022, não veremos tantos delegados de polícia em cargos majoritários e proporcionais como no pleito de 2018. Isso porque o discurso de Segurança Pública adotado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) perdeu força nos últimos ano, conforme análise do cientista político e advogado, Helso Do Carmo.

 

“O presidente pegou ‘onda’ no discurso de Segurança Pública e também fez muitos deputados e senadores. Mas eleições são momentos. Quem pertencer à ‘bancada da bala’ terá dificuldade para se reeleger”, prevê Do Carmo.

 

A hipótese do especialista é de que o espaço destinado para os candidatos provenientes da Segurança Pública e Forças Armadas deve se manter. No entanto, não existirá um “boom” conforme constatado no pleito de 2018.

 

“Eu acredito que dará uma enxugada. Por exemplo, para vereador teve um reflexo com o Capitão Carpê (Republicanos), que foi bem votado. Acredito, sim, que ainda terão cadeiras para os candidatos da Segurança Pública na próxima eleição”, disse o cientista político.

 

Conversas

 

Quem pertence à Segurança Pública e deseja candidatar-se em 2022 já começou a conversar com partidos. É o caso do delegado da Polícia Federal, Marcelo Dias, e do delegado da Polícia Civil, João Tayah. Ambos concorreram ao último pleito, mas não foram eleitos.

 

Dias contou, com exclusividade para O Poder, que está sem partido, mas anda mantendo diálogos com algumas siglas e analisando propostas. Ele quer candidatar-se para o senado em 2022 e procura um partido de centro-direita ou direita.

 

O delegado teve que desfiliar-se para continuar no exercício de sua profissão e contou que está esperando mais definições do cenário político. “Confesso que recebi dois convites muito bons, mas estou aguardando para ver o cenário das próximas eleições. Acredito que, até o fim do ano já esteja definido algo. A pandemia também atrapalhou muito de forma substancial”, ponderou o delegado Federal.

 

O intuito de Dias é formar uma chapa com o viés da Segurança Pública e com nomes fortes para primeiro e segundo suplentes. “Há esse interesse de ter três pré-candidatos para compor uma chapa competente voltada para a Segurança Pública”, disse.

 

Dias acredita que nomes como Capitão Alberto Neto e Delegado Péricles são fortes candidatos para a reeleição.

 

Por outro lado, o delegado da Polícia Civil João Tayah é filiado do Partido dos Trabalhadores e concorreu pela sigla nas eleições municipais de 2020. Para O Poder, Tayah disse que existe uma iniciativa dentro do partido de lançá-lo para deputado estadual.

 

“Eu participo há mais de 20 anos de movimentos sociais. Mas participar do processo eleitoral só recentemente decidi. Existe sempre ônus de se candidatar porque não temos dinheiro no bolso”, disse o delegado. “Estou conversando com o partido e existe essa possibilidade de lançar minha candidatura para deputado estadual”, completou João Tayah.

 

 

 

Priscila Rosas, para O Poder

 

Foto: Divulgação

 

Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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