Manaus| 28 de Novembro de 2018 (Quarta-Feira)
Nomeado por Jair Bolsonaro como o futuro Ministro da Justiça, Sergio Moro, planeja fazer parceria na área de inteligência do Departamento Penitenciário Federal (Depen) com a Polícia Federal, com o objetivo de combater o crime organizado dentro do sistema prisional
Outra estratégia que Moro pretende adotar é a ampliação do monitoramento de presos envolvidos em organizações criminosas, medida considerada polêmica por advogados.
Nesta semana, o delegado da PF em Foz do Iguaçu e ex-diretor da Penitenciária Federal de Catanduvas (PR), Fabiano Bordignon, foi anunciado para chefiar o Depen e vem coordenando as análises sobre sistema penitenciário na transição.
O planejamento da parceria entre o Depen com a PF faz parte das estratégias de governo do futuro Ministro, que já anunciou que pretende usar forças-tarefa, como na Lava Jato, para combate à corrupção e ao crime organizado em escala nacional. Na área da inteligência, a ideia é também ampliar a interação com outros países. Há parcerias em andamento com o Paraguai, com a presença da PF em Foz do Iguaçu, chefiada pelo futuro diretor do Depen.
No caso do reforço do monitoramento de presos, a proposta é restringir os condenados e aumentar o uso do parlatório para conversas com os advogados. Atualmente, a comunicação entre o preso e o advogado é feita por meio de interfone e algumas vezes as conversas são gravadas.
Uma das questões que se discute para que a proposta vigore é a possibilidade de aumentar o orçamento do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), que financia os serviços e os investimentos no sistema carcerário, inclusive em informação e segurança, para a formação, aperfeiçoamento e especialização do serviço penitenciário.
Redação por Beatriz Araújo.

