Manaus| 03 de Novembro de 2018 (Segunda-Feira)
Os confrontos entre as forças de ordem e os manifestantes conhecidos como “coletes amarelos” tiveram início neste sábado (01). Ao tentarem ser barrados pela polícia, os “coletes amarelos” resistiram e protagonizaram cenas de violência. A polícia utilizou jatos d’água e atirou bombas de gás lacrimogêneo contra os militantes, que avançaram atirando objetos contra os policiais, em direção ao Arco do Triunfo.
As manifestações me Paris se dão contra o aumento no preço dos combustíveis anunciado pelo governo. Segundo o Ministério Interior Francês a manifestação resultou em 412 detenções em nível nacional e 133 feridos, dos quais 23 eram membros das forças da ordem.
Apesar de todos os conflitos e manifestações pedindo novas eleições legislativas o governo francês descarta a instauração do estado de emergência no país.
O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, receberá nesta terça-feira (4) membros do movimento coletes amarelos que pediram uma audiência com o premiê. Philippe também anunciou que vai propor na próxima quarta-feira (5) a organização de um debate na Assembleia Nacional sobre a crise que afeta a França há duas semanas. Mas, apesar da gravidade da situação, o secretário de Estado para o Ministério francês do Interior, Laurent Nuñez, disse que o estado de emergência não será adotado imediatamente e declarou que o conjunto de “medidas existentes” para enfrentar a situação será analisado.
O “regime de exceção” já havia sido adotado durante a crise nos subúrbios parisienses em 2005 e depois dos atentados terroristas de Paris, em 2015. A França colocou um fim ao estado de emergência depois da promulgação da lei de segurança interna e luta contra o terrorismo, que integrou ao direito comum dispositivos aplicáveis somente em situações de crise.
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Redação Portal Pontual.

