Manaus | 5 de Dezembro de 2018 (Quarta-feira)
A filha mais velha do “guru” de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Heloisa de Carvalho, em entrevista a Carta Capital para Gustavo Aranda e Vinicius Segalla, contou um pouco sobre a história de seu relacionamento com o pai. Atualmente ela está com 49 anos.
Ela revela que o pai, a impedia de frequentar a escola, durante a década de 1980. E a mesma só aprendeu a ler já na adolescência, por intervenção da tia que estava inconformada com a situação. Aos 12 anos ela foi alfabetizada, inscrita no Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), programa de combate ao analfabetismo criado pela ditadura militar. Ela afirmou que os outros irmãos não passaram da quarta série.
Ela ainda afirma que sua família viveu por mais de cinco anos em uma comunidade esotérica mulçumana, e durante esse período, o pai era adepto da poligamia, mantendo até três esposas ao mesmo tempo.
Segundo ela, o local funcionava uma “tariqa”, um centro de estudos esotéricos sobre o islamismo. Seu pai tinha se convertido. Mas o pior estava por vir: “Ele havia aderido à poligamia, tinha três esposas, a Roxane, a Meri Harakawa e a Tereza”, relembra.
Quando ela tinha 13 anos, depois de morar com a tia, ao visitar a família viu a seguinte cena, “Chegando lá, vi que não moravam no local só o Olavo, minha mãe e meus irmãos. Na verdade, meu pai estava morando em uma casa coletiva, com mais umas 30 pessoas, em quartos com beliches e triliches”.
Aos dez anos, Heloisa viu sua mãe cometer uma tentativa de suicídio, tentando cortar os pulsos em uma banheira, em consequência de depressão profunda em virtude do casamento com Olavo de Carvalho, que se relacionava com outras mulheres sem tentar esconder.
Depois de adulta, ela chegou a manter uma relação distante, mas cordial até o ano passado mas os dois se desentenderam devido ao lançamento de um documentário sobre a vida e a obra de Olavo de Carvalho.
Olavo de Carvalho é astrólogo por formação e filósofo. Com a vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais, Olavo ganhou projeção, sendo responsável pela indicação de dois ministros: Ernesto Araújo, de Relações Exteriores, e Ricardo Vélez Rodriguez, da Educação.
Foto: Burla Revista.
Redação por Portal Pontual.

