Manaus 06 de Fevereiro de 2019 (Quarta-Feira)
Na última terça-feira (5), aconteceu a reunião ordinária do Comitê de Prevenção do Óbito Materno Infantil e Fetal (CMPOMIF), realizado na Universidade Paulista (UNIP), zona Centro-Sul da capital, um dos pontos a ser analisados, foram os dados e ações adotadas nas maternidades da capital.
A presidente do Comitê, enfermeira Sonja Farias, destacou que é necessário verificar as principais causas de óbito materno, infantil e fetal, para que sirva de auxilio nas estratégias adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para evitar novos casos.
“O Comitê participa de vários grupos de visita às maternidades e de acompanhamento das avaliações de óbitos e, a partir disso, são realizadas conversas com os diretores desses locais, nas quais se faz um relato dos problemas observados, direcionando aos gestores de saúde, a fim de que eles tenham conhecimento do real cenário para poder trabalhar em mudanças”, explicou Sonja.
O trabalho da Semsa para evitar novos casos, é com base nos indicadores que apontam os principais problemas enfrentados pelas mães, por meio do sistema de monitoramento em rede nas maternidades de Manaus. Esses indicadores também ajudam a nortear as ações do Ministério da Saúde.
Na reunião, gráficos foram apresentados para um estudo mais detalhado feito pelo CMPOMIF nas maternidades de Manaus, com dados de 2018 que indicam altos casos de morbidade materna.
Participaram da ocasião membros de conselhos, comitês, representantes das maternidades pública, militar e privada, hospitais e prontos socorros, criando uma rede de acompanhamento e monitoramento às mães.
As principais causas de morbidade são a pré-eclâmpsia, eclampsia, hemorragia, e sepsia, que é a complicação potencialmente fatal de uma infecção, também conhecida como septicemia.
Foto: José Nildo/ Semsa
Redação Portal Pontual

