Manaus | 26 de Fevereiro de 2019 (Terça-feira)
O Ministério Público Federal no Amazonas ( MPF-AM) apresentou as 21 denúncias em resultado da investigação da Operação Cashback, quarta fase da Operação Maus Caminhos. De acordo com as investigações colhidas pela Polícia Federal, mostram que o desvio de dinheiro público ultrapassou de R$ 100 milhões.
Em uma coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (25), o procurador da República, Alexandre Jabur, declarou que o “cabeça” da 4ª fase da Operação Maus Caminhos é o empresário, Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz (PSD).
A função dele era possuir contratos que fossem benéficos à organização criminosa, como também adiantar pagamentos que pudessem estar travados na organização pública, privilegiando o esquema de Moustafa. Ele recebia, em média, R$ 150 mil por mês da organização criminosa.
O empresário usava o nome do irmão, ex-governador na época, para conseguir influência. Além disso, a denúncia mostra que todo o material da academia AZ Fitness, foi de dinheiro proveniente dos desvios de recursos da saúde pública.
O procurador da República explicou que é responsável pelo caso do MPF, que as apurações estão sendo feitas, e as poucos, está mostrando resultados, “nós estamos aprofundando as investigações, essa é um operação que começou em 2016 e já conseguimos avançar pelo núcleo político, pelo núcleo empresarial, e agora o núcleo jurídico” disse.
Sabino Castelo Branco era beneficiado com desvios de recursos da empresa Confiança Segurança Patrimonial Ltda (CSP), dos investigados Débora Mores Gomes de Mel e Thyago Villa Maués de Melo foram apontados como donos da empresa. A empresa recebia volumosos recursos para prestar serviços à saúde.
Além de beneficiado, Sabino adquiriu para si um contrato de prestação de serviços de enfermagem em diversas unidades de Manaus. Sabino recebeu durante 14 meses a quantia de R$ 13 mil.
Além de Murad Aziz, os advogados Lino Chíxaro e Josenir Teixeira, o ex-deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB) e mais 18 pessoas foram denunciadas por crimes de organização criminosa, peculato, dispensa indevida licitação e tráfico de influência, tudo isso de acordo com a participação e envolvimento de cada um deles no esquema.
Confira a Nota de Esclarecimento da defesa do advogado Lino Chíxaro, em relação a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal.
- O escritório jurídico, do qual o advogado Lino Chíxaro era sócio, prestou assessoria jurídica real e de fato para o Instituto Novos Caminhos (INC), incluindo contatos com agentes públicos, inerentes ao exercício da função, por meio de petições escritas ou verbais, sem qualquer tipo de tráfico de influência. E, portanto, recebeu legítima e legalmente pelos honorários dos serviços prestados, cujos valores obedeceram a lei do livre acordo de preços que rege a iniciativa privada;
- A casa adquirida pelo advogado Lino Chíxaro foi comprada e declarada em seu Imposto de Renda, demonstrando a legalidade da referida transação comercial, com recursos resultantes de empréstimos comprovadamente quitados em 2017;
- Todos os documentos necessários para assegurar o esclarecimento dos fatos ao caso serão apresentados à Justiça no momento devido, com a segurança de que a verdade irá prevalecer.
- Lino Chíxaro reitera ainda que nunca ultrapassou a barreira do institucional em sua conduta de trabalho, seja nas reuniões com secretários de Estado ou demais autoridades, muitas vezes até reivindicando posições, mas tudo na maior lisura que lhe respalda sua profissão.
Foto: BNC AM.
Fonte: Coletiva de Imprensa MPF-AM.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

