Manaus | 27 de Fevereiro de 2019 (Quarta-feira)
Aproximadamente 11,8 mil brasileiros que vivem na Venezuela não querem sair do país. Mais de 70% deles moram na capital Caracas e o restante em várias outras localidades. Devido ao clima de tensão e de incerteza, por precaução, o Consulado-Geral do Brasil em Caracas emitiu ontem (26) um comunicado de alerta.
O fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela foi definido pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no último dia 22. Desde então são registrados episódios de violência e confrontos nas fronteiras tanto com o Brasil, como também com a Colômbia.
No comunicado, a recomendação feita é que as pessoas evitem viagens terrestres e aumentar os cuidados com os protestos. “O Consulado-Geral do Brasil em Caracas recomenda aos cidadãos brasileiros residentes na Venezuela que estejam atentos às manifestações e protestos e limitem a sua mobilidade nesses dias”, informa a recomendação.
Além disso, no final do texto, o Consulado faz um alerta aos turistas brasileiros que estão viajando e possuem como ponto a Venezuela, “O Consulado-Geral recomenda, também, aos turistas brasileiros que evitem viajar à Venezuela por terra, tendo em vista o fechamento das fronteiras pelo governo venezuelano” finaliza o texto.
Uma orientação semelhante foi realizada ao Itamaraty, publicada no dia 26 de janeiro deste ano, “O Consulado-Geral do Brasil recomenda aos cidadãos brasileiros evitar viagens não essenciais ao país”, informou o texto.
Na noite da última terça-feira (26), o Ministério das Relações Exteriores reiterou que o “serviço consular segue auxiliando os brasileiros na consulta sobre interesse em deixar” a Venezuela. O governo brasileiro mantém consulados em Caracas, Ciudad Guayana, Puerto Ayacucho e Santa Elena de Uiarén .
Após horas de negociações entre autoridades brasileiras e venezuelanas, mais de 100 brasileiros conseguiram autorização para deixar a região de Santa Elena do Uairén, na Venezuela.
Foto: Edilzon Gamez.
Fonte: Agência Brasil e Consulado-Geral do Brasil e Caracas.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

