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Política | Eduardo Bolsonaro questiona quem era Marielle antes de ser assassinada e nega envolvimento de família no caso

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O filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), confrontou a imprensa sobre as possíveis ligações que sua família possui com um dos suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

Faltando um dia para completar um ano do assassinato que chocou o país, o carro em que estava Marielle, Anderson e a assessora da vereadora foi alvejado por 13 tiros, 4 deles acertaram Marielle e devido ao ângulo dos disparos, cerca de 3 tiros foram atingidos por Anderson. Os dois morreram no local, a única sobrevivente foi a assessora de Marielle que ficou apenas ferida por estilhaços de vidro.

Dando continuações as investigações, a Operação Lume, uma operação conjunta feita pelo Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, prendeu nesta semana, dois suspeitos pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ambos até o momento negam as acusações. Dupla foi identificada como Ronie Lessa e Elcio Vieira de Queiroz, um é policial militar reformado e o outro foi expulso da Polícia Militar.

O caso teve maior repercussão devido as coincidências que Lessa possui para a família Bolsonaro, o suspeito mora no mesmo condomínio de luxo em que o presidente morou, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Além disso, o delegado responsável pela Divisão de Homicídios da capital fluminense, Giniton Lages, confirmou que um dos filhos de Bolsonaro namorou com a filha de Lessa. As maiores suspeitas são de Carlos Bolsonaro e o filho mais novo do presidente, Jair Renan Bolsonaro, de 20 anos. O nome de ambos não foi mencionado na pergunta.

Ao ser questionado sobre isso, o deputado federal explicou que não possui envolvimento com esse caso de namoro e também afirmou ter pesquisado sobre a tal namorada e sem mencionar nomes, afirmou que não se trata de filha do PM, “Olha, eu não vou falar nome de ex-namorada, mas eu procurei aqui e nenhuma delas é filha de PM, não. Se essa informação for verdade, não sou eu não”, disse.

Eduardo Bolsonaro se manifestou sobre as acusações e ligações da família sobre o caso Marielle, questionando sobre a existência da vereadora antes e depois de sua morte, e alegando que há “um desespero” em dizer que o presidente tem culpa.

“É um desespero para tentar dizer que Bolsonaro tem culpa no cartório. Quem era Marielle? Estou falando com todo o respeito. Ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada. Depois, todo mundo começou a conhecer porque foi dada uma grande notoriedade. Agora, pelo amor de Deus, tentar fazer essa relação é mais do que absurda, é repugnante”, disse o parlamentar.

Ainda segundo o deputado, as associações que a imprensa busca em envolver sua família com a milícia são absurdas e que tudo não passou de uma grande coincidência pelo fatode serem pessoas públicas e políticas, já que as suas funções são estar em contato direto com o povo.

“Eu não tenho nenhum envolvimento com a milícia. Qual envolvimento vão falar? Foto de Jair Bolsonaro? Ele tira 1 milhão de fotos por ano com todo mundo. Será que se eu tirar uma foto com um policial, eu vou ser responsável por tudo que ele fizer? Igual à questão da medalha. Flávio deu a medalha em 2004. O cara é suspeito de alguma coisa agora e querem associar com o Flávio. Para mim, isso aí é…Tem uma parte da imprensa, nem sempre grande imprensa, mas às vezes a imprensa alternativa que se presta a esse trabalho sujo, muito financiada pelos últimos governos que cai no descrédito ao tentar fazer esse tipo de relação.”, explicou Eduardo Bolsonaro.

Foto: Reprodução.

Fonte: Com informações do O Globo.

Redação por Portal Pontual.

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Eric Lima

Criador do Portal Pontual

Mestrado em Saúde, Sociedade e Endemias na área de concentração de Epidemiologia de Agravos e Prevalentes na Amazônia pelo instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/FIOCRUZ), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Pará (UFPA - 2013). Tem experiência em pesquisa na área de Epidemiologia, Saúde Coletiva com ênfase em Saúde Pública, Avaliação de Serviço em Saúde e Saúde Baseada em Evidências, desenvolvendo estudos nos temas: Tuberculose, Resistência aos fármacos, Tuberculose Multirresistente, Coinfecção TB/HIV.

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