Manaus | 21 de Março de 2019 (Quinta-feira)
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os jovens com a faia etária de 18 a 24 anos, possuem mais dificuldades de conseguir uma caga no mercado de trabalho, e quando estão empregados, são os mais propensos à demissão.
“A probabilidade de o jovem estando desempregado conseguir emprego é menor do que os outros trabalhadores. E uma vez empregado, a probabilidade de ele ser demitido é muito maior do que a dos outros trabalhadores. É uma conjuntura muito ruim para os jovens”, explica a diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras.
Ainda segundo Lameiras, os jovens são mais penalizados porque têm menor experiência profissional e podem demandar mais treinamento para ingressar no trabalho, “Quando a economia está em crise, e uma empresa vai dispensar trabalhadores, [o empresário] acaba por afastar aqueles que julgam que a saída irá impactar menos na produtividade”.
Publicada pelo instituto na última quarta-feira (20), a Carta de Conjuntura, mostra o crescimento da população ocupada, ou seja, trabalhando perdeu o ritmo ao longo do ano anterior e durante a passagem do ano.
O estudo é feito com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No trimestre (móvel) formado pelos meses de novembro e dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a taxa de crescimento da ocupação (trabalho formal ou informal) foi de 0,9%. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, não houve crescimento e sim, retração de 1,3%.
Em nota, o Ipea acrescenta que a lenta recuperação do mercado de trabalho, com regressão da ocupação entre os mais jovens, “vem gerando aumento no número de domicílios que declararam não possuir renda de trabalho”.
Lameiras ressalta que mesmo no mercado informal e no trabalho por conta própria, os mais jovens desempregados têm mais dificuldades de ingresso. Assim, diminui a possibilidade buscar um trabalho, fazendo com que ainda sejam dependentes, e ingressem no contingente de “desalentados”. Em janeiro, a taxa de pessoas desalentadas (todas as idades) teve alta de 6,7% na comparação com o ano anterior.
Foto: Reprodução/G1.
Fonte: Agência Brasil.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

