Manaus | 22 de Março de 2019 (Sexta-feira)
Nesta sexta-feira (22), quatro líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram transferidos da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, para a Penitenciária Federal de Brasília, perto do Presídio da Papuda.
Os transferidos foram identificados como, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Cláudio Barbará da Silva, Patrik Wellinton Salomão, e Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal.
Eles foram encaminhados de Porto Velho para a capital federal em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Toda a operação foi acompanhada por agentes e viaturas da Polícia Federal (PF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), além de batedores e helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a transferência é parte dos protocolos de segurança pública que determinam, além de outras medidas, a mudança de local dos detentos de alta periculosidade ou integrantes de organizações criminosas.
O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva informou para jornalistas, que a transferência de líderes de organizações criminosas é uma prática comum para garantir o isolamento e, assim, tentar quebrar a cadeia de comando das facções em todo o país.
A informação foi dada após o presidente da ADPF se reunir com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
“A movimentação destes líderes de facções criminosas é necessária para isolá-los. Vir para Brasília, onde há um presídio de segurança máxima, é absolutamente natural. Não vejo nenhum prejuízo para a população do Distrito Federal. O presídio é novo – chamaram mais servidores – e terá condições de receber os presos com tranquilidade”, explicou.
Assim como em Porto Velho, policiais da Força Nacional de Segurança Pública reforçarão a proteção do perímetro da penitenciária federal.
A Penitenciária Federal de Brasília foi inaugurada em outubro do ano anterior e já é uma das cinco unidades de segurança máxima federais destinadas a isolar presos condenados e provisórios sujeitos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), líderes de organizações criminosas e réus colaboradores presos ou delatores premiados que correm risco de vida no sistema estadual.
Foto: G1/TV Globo.
Fonte: Agência Brasil.
Redação por Portal Pontual.

