Manaus | 25 de Março de 2019 (Segunda-feira)
No último sábado (23), uma aldeia na vila no centro de Mali, localizada no Oeste da África, resultou em mais de 130 mortos após um ataque. O massacre foi na tribo Dogon em que a aldeia, pertencente a muçulmanos Fulanis, foi queimada.
Além dos mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas, de acordo com informações, já foram enterradas 90 das vítimas.
Entre as vítimas da aldeia de pastores da região de Mopti há inúmeros idosos, mulheres e crianças, que não puderam escapar dos “donzos”, como são localmente chamados os bambaras, que cercaram o povoado e queimaram cerca de 400 casas.
O ataque ocorreu quando uma delegação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) visitava a região do Sahel, na África Ocidental, para avaliar a ameaça jihadista.
As tensões aumentaram desde que o governo começou a combater extremistas em seus territórios desérticos.
O ataque teria sido feito por um grupo de caçadores de Dogon que convive com os Fulani em clima de permanente tensão, segundo informações do prefeito da cidade vizinha de Bankass, Moulaye Guindo.
Apesar de os jihadistas terem sido expulsos por uma operação militar liderada pela França em janeiro de 2013, os atuais esforços das forças de paz da ONU e a criação de uma força militar de cinco nações, a violência extremista na região permanece.
Estima-se que nesta segunda-feira (25) a chegada de uma missão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que irá também auxiliar na investigação.
Foto: Reprodução/ Twitter.
Fonte: Agência Brasil *Com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

