Manaus | 02 de Abril de 2019 (Terça-feira)
O homem identificado como Antônio José de Barros Savino, atuava como empresário para conseguir aliciar jovens do interior de São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina que sonhavam com a fama no Rio de Janeiro.
Antônio Savino controlava os passos dos adolescentes através das redes sociais (WhattsApp, Facebook) e obrigava os jovens, a entregar senhas importantes de acesso, principalmente de cartões de banco, cerca de 15 adolescentes caíram na lábia do falso empresário.
Em casos mais graves, Antônio drogava as vítimas e cometia os abusos sexuais.
Nas redes sociais, o homem apresentava um falso currículo como empresário de no mínimo 400 famosos, ele compartilhava matérias e notícias falsas sobre o sucesso de adolescentes e jovens que realizam propagandas em empresas e projetos fictícios em novelas de emissoras de televisão.
Quando conseguia novas vítimas, o falso empresário as hospedava em um hotel onde estavam os participantes do maior reality show do país, passando a impressão de ser grande empresário do ramo artístico, dono das empresas Stage e A.J. Holding. No entanto, logo após isso, confinava os rapazes em uma casa e apartamento na Zona Oeste do Rio.
A mãe de uma das vítimas deu para Antônio R$ 500 mil, resultado da venda de uma casa, parte de uma indenização trabalhista, aposentadoria do INSS e um carro, além de alugar um apartamento no Recreio para que o filho fosse um cantor de sucesso.
Para contar o vínculo com a mãe do jovem, o homem informou que o rapaz estava viciado em drogas, mas, ele usava remédios com base em vitaminas para “garantir o sexo” com o jovem.
Se caso alguém ousasse em descumprir as medidas impostas por Antônio, era ameaçado de morte. Havia um grande terror psicológico com os adolescentes, eles eram monitorados o tempo todo, além disso, eram proibidos de ter namoradas e seus amigos também eram vigiados. Em depoimento ao juiz Marco Couto, no fórum de Jacarepaguá, as vítimas contaram que Savino montava falsos projetos sigilosos com salários de até R$ 100 mil.
Para isso, os jovens só tinham que obedecer todas as ordens, de até tirar a roupa como desafio, para chegar ao topo do sucesso. Durante um ano, um deles até chegou a participar de pequenos papéis na TV, mas sequer recebeu a pouca grana do trabalho. Enquanto isso, Savino fazia retirada de R$ 1 mil e empréstimos que chegaram a R$ 100 mil nas contas bancárias dos rapazes.
O juiz Marco Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, condenou Savino a mais de 32 anos de prisão e seu comparsa Maycon Rodrigo da Cunha a mais de três anos. Savino está preso e Cunha foragido.
Foto: Google Maps.
Fonte: Com informações do O Dia.
Redação por Portal Pontual.

