Manaus | 10 de Abril de 2019 (Quarta-feira)
Uma enfermeira que não teve a identidade revelada, de 36 anos, foi presa preventivamente por ser suspeita de estuprar por dois meses, um paciente de 54 anos, portador da doença autoimune, esclerose lateral amiotrófica (ELA), que provoca a degeneração progressiva de dois neurônios responsáveis por transmitir os impulsos nervosos do cérebro para o corpo.
Devido ao ELA, o homem não possuía nenhuma condição que pudesse auxiliar para pedir socorro, ele só conseguia piscar, então seu relato foi apenas feito quando após esse período, ele ter conseguido obter um aparelho de comunicação que permite a formação de palavras pelo movimento dos olhos.
A denúncia sobe os abusos foram feitas pelos familiares da vítima, no dia 19 de fevereiro deste ano, foi então que as investigações deram início, com os agentes da 23º Delegacia de Polícia (Setor P Sul). Devido as condições físicas do paciente, os policiais tiveram que ir até a sua residência em Ceilândia, para coletar o seu depoimento.
“A suspeita trabalhava na residência desde 2015, como home care. Confirmamos que a vítima foi estuprada em dezembro de 2018 e em janeiro deste ano. Ela era a enfermeira noturna e responsável por dar o remédio ao homem para que ele conseguisse dormir. Entretanto, ela não dava a medicação, para que ele continuasse acordado e, assim, pudesse abusá-lo sexualmente”, explica o delegado-adjunto Maurício Iacozzilli.
Ainda de acordo com o delegado, por consequência da doença que não o permitia mais falar, os abusos não eram notados pelos familiares e muito menos pela outra enfermeira que o cuidava pela parte da manhã, que chegou a ser também ouvida, e alegou que notava sinais vitais alterados, porém pensava que isso era consequência da doença.
A enfermeira trabalhava no turno noturno, e aproveitava a vulnerabilidade que a vítima possuía e dopava com os remédios para cometer o ato, ela chegou a prestar seu depoimento acompanhada de seu advogado que negou todas as acusações. Porém, para a esposa e o filho da vítima, a mulher confessou.
A mulher foi presa na última terça-feira (09), em sua residência, também localizada em Ceilândia, pelo crime de estupro de vulnerável e continuará detida até a audiência do caso. Se condenada, pode pegar até 15 anos de detenção.
Foto: Reprodução.
Redação por Ana Flávia Oliveira.

