Manaus | 02 de Maio de 2019 (Quinta-feira)
Na última quarta-feira (1º), foram divulgados pelo Ministério da Saúde, dados que mostram um surto de ebola em duas províncias no Nordeste da República Democrática do Congo (RDC), aproximadamente 1.500 infecções foram registradas e 970 mortes foram confirmadas.
A República Democrática do Congo foi atingida nove vezes pelo vírus ebola, a primeira manifestação foi em 1976.
O número de mortos pelo vírus ebola, que ocorre desde o dia 1º de agosto do ano passado, nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, aumentou de 630 para 970 em menos de um mês, aumentando em mais de 50%.
Os casos de ebola e de mortes em comunidades, ou seja, que aconteceram fora de um centro de tratamento, foram registrados 126 casos, apenas na semana anterior. O maior número foi registrado no domingo, com 27 casos notificados no mesmo dia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e instituições como Médicos Sem Fronteiras (MSF) foram forçadas a paralisar algumas de suas atividades em áreas como Butembo, um dos principais pontos ativos do vírus, devido a ataques a seus centros.
No mais grave desses ataques morreu o epidemiologista congolês Richard Mouzoko, que havia sido enviado pela OMS para Butembo para ajudar a controlar a atual epidemia de ebola.
O controle do surto vem tendo dificuldades pela recusa de algumas comunidades em receber o tratamento e devido à insegurança na região atingida, onde operam numerosos grupos armados.
Foto: Abbas Dulleh/ AP.
Fonte: Agência Brasil *Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha).
Redação por Ana Flávia Oliveira.

